NEGí“CIO DA CHINA!

14 de maio de 2010

Pomar veio falar sobre a china por iniciativa do

Sindilojas de Torres  

 

   

Por iniciativa do Sindilojas de Torres e com os apoios do SESC, do SENAC, da Escola Cenecista, ICOOL, BWPSA e da prefeitura municipal da cidade, empresários, estudantes e interessados de uma forma geral puderam assistir na última sexta-feira (7) uma palestra sobre o mercado da china, suas oportunidades, ciladas e, principalmente, a noção da real medida que significa um paí­s de 2,8 bilhíµes de pessoas que está crescendo com taxas em torno de 10% ao ano e inclui anualmente milhíµes de pessoas no mercado consumidor, que passam de agricultores pobres e que plantavam para sobreviver para trabalhadores que migram para as cidades grandes por conta da enorme ativação do mercado da construção civil, industrial, de serviços e de comércio que esta verdadeira massa que cresce exponencialmente proporciona.

   

Palestrante trabalha com a China há 15 anos

   

O palestrante Vladimir Milton Pomar palestrou sob o tema Identificando oportunidades e investimentos com a China para em torno de 100 pessoas nas dependências da escola Cenecista, dando show de informaçíµes práticas que sua carga profissional possui e, afinal, encantando o público, que ouviu mais do que sua expectativa. Pomar já morou na China e há 15 anos trabalha junto í  empresários brasileiros para aproximar negócios entre as empresas ou órgãos públicos chineses.  

Ele mostrou tópicos sobre o tamanho do mercado Chinês e as possibilidades de empresas e até naçíµes poderem fazer negócios somente com uma cidade do paí­s de várias federaçíµes do oriente. Exemplificou que as cidades maiores possuem 50, 60 ou 90 milhíµes de pessoas, que acabam servindo quantitativamente como uma nação grandiosa inteira, como o Brasil há 40 anos por exemplo. Falou bastante sobre a cultura dos chineses que vivem atualmente sob uma mistura de comunismo de Estado com capitalismo de mercado, mostrando que, na prática, por lá a receita em princí­pio só apresenta vantagens para o desenvolvimento e crescimento financeiro da nação.  

   

Oportunidade na área de saneamento urbano

   

Problemas ambientais, por exemplo, são as principais mazelas que os chineses enfrentam hoje, pois pessoas que não consumiam passaram a consumir e os dejetos orgânicos e secos do consumo não estão tendo onde ser colocado sem poluir o ambiente e gerar as naturais mazelas, com poluição de rios, lagos, mar e as enchentes causadas por entupimentos de esgoto pluvial. E esta é uma das boas oportunidades para ingressar no mercado chinês, conforme Pomar.  

 "Um projeto ambiental pensado e autosustentável são facilmente vendidos diretamente para as prefeituras, quem realmente gasta e decide por lá, afirmou Pomar. E são também as prefeituras que estão fazendo associaçíµes com empresas do mundo para viabilizar a instalação de plantas de indústria e de serviços na China. Como a cultura local é diferenciada, a associação acaba fazendo o papel da aproximação cultural necessária, a segurança de ambas as partes, protegidas naturalmente por contratos regidos pela OMC (Organização Mundial do Comércio).  

Pomar lembrou também que os produtos chineses em geral são bons.  Atualmente as empresas de lá buscam qualidade para entrarem com sólida estrutura nos mercados, diferente das empreitadas anteriores de décadas atrás, que faziam, por falta de experiência, produtos baratos e sem muita qualidade.  

Outra lembrança que o palestrante fez para os presentes foi a possibilidade do Brasil, por exemplo, fazer trocas comerciais importando serviços de logí­sticas já aplicados por lá, com tecnologia altamente de ponta, e que poderiam ser instalados em grandes centros urbanos ou até pequenos centros do Brasil. Como por lá o crescimento é exponencial e trata com uma população envolvida de bilhíµes de pessoas, as pontes, os viadutos, as estradas de ferro, as estradas, os portos, dentre outros, são planejados com a qualidade e especificidade que o risco de erro da grande população envolvida necessita. Portanto, o Brasil poderia fazer parcerias com a China para trabalhar transporte ferroviário, rodoviário, marí­timo, lacustre, dentre outros, além de tecnologias urbanas que constroem viadutos de 3, 4 ou 5 andares.

   

Turismo  não explorado pelo Brasil

   

Outro tema debatido e de mostrado por Pomar foi o potencial do turismo chinês relacionado com os números pí­fios do turismo brasileiro. São milhíµes de chineses que entram no mercado do turismo anualmente, ví­vidos para viajar, e que acabam indo para lugares tradicionais no mundo como Paris, Nova York, dentre outros. Pomar mostrou com exemplos que o chinês não gosta de praia para ficar tomando banho de mar e de sol, pois a cultura de lá não sugere este costume. Mas eles gostam de estar próximos ao mar e apreciam a comida excêntrica e os passeios por tudo que envolve água e aventura junto í  natureza.

 O que ficou foi que a china é um novo mundo para os negócios de todos os paí­ses do planeta. Pomar disse que a capacidade criativa do brasileiro poderia ser usada de forma que aumentasse sobremaneira o comércio entre nosso paí­s e os orientais.


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