Batalha pelo final da guerra?

14 de maio de 2010

O pré candidato do PMDB ao governo do RS José Fogaça acompanhado de seu vice Pompeu de Matos e praticamente todos os fortes candidatos pela chapa da coligação PMDB e PDT do litoral estiveram em Torres com discurso de campanha. Alceu Moreira para deputado federal, Gabriel Sousa para deputado estadual e Germano Rigotto para Senador é a chapa, eu diria, oficial da coligação.  

Fogaça lembrou que é a primeira vez que o PMDB e o PDT se coligam no RS já no primeiro turno, o que para ele é uma verdadeira esquina sendo virada na história da polí­tica do RS. Para ele também foi a maior motivação obteve quando convidado a representar a cabeça de chapa como candidato e abandonar a prefeitura de Porto Alegre de onde saiu de sua reeleição para concorrer pelo PMDB e a coligação. E disse também que o RS tem sido ví­tima de uma verdadeira guerra entre os pólos partidários que acabou prejudicando o Estado deixando-o para trás no Brasil, para ele estagnando quando o Brasil cresce. Fogaça sugeriu que o pacto que nós defendamos por aqui seja de coalizão por causas maiores, o desenvolvimento do Estado. E tem razão, mas como?  

Trata-se de uma batalha armada para encerrar uma guerra de poder pelo poder, portanto é inteligente o discurso. Mas como iremos encerrar isto com corporação inteiras politizadas de funcionários públicos ligados í  partidos xiitas que mais sabem ficar procurando cabelo em ovo do que se posicionarem ideologicamente?  Como iremos terminar com uma guerra feita por guerrilheiros sem causa?  

Parece-me que é possí­vel, mas para efetivamente iniciar uma nova era na polí­tica riograndense, estado tradicionalmente culto e bem informado, há de ter uma batalha final, onde a ideologia pura, reta e coerente vencerá a ideologia do poder pelo poder. Para atacar a guerrilha, deve-se ter claro que não se trata de outra guerrilha… Basta saber se esta batalha final para iniciarmos uma nova guerra, mas ideológica, deverá ser agora ou mais tarde….

 

   

Orçamento local é diferencial de campanha

   

José Fogaça também afirmou de forma peremptória que seu plano para o RS é o de aplicar orçamentos regionalizados. Isto quer dizer que o Litoral Norte, incluindo Torres, terá verba especí­fica anual para ser investida na Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Turismo e infraestrutura.  

Isto por um lado é bom e apoio totalmente o plano do competente gestor público. Mas por outro lado, nas áreas de Turismo, corremos o risco de caí­ramos mais uma vez na divisão equiparada entre as cidades de toda a região, que na verdade não operam Turismo, operam, sim, o Veranismo. Cabe a nós, torrense, que já comecemos a colocar estes possí­veis debates em mastigação local, pois, se não, seremos mais um balneário para a ótica do Estado do RS.

 

   

ígua

   

As praias do sul recebem água tratada da Corsan a partir da semana passada. Incrivelmente, na era do lap top e da internet, ainda existem bairros urbanos que sequer possuem água, consequencia de polí­ticas dinheiristas e práticas (que buscam votos) anteriores.    

O prefeito João Alberto merece ser elogiado por isto. Vai ficar na história por ter tido coragem de colocar esgoto, água tratada, fazer regularização fundiária, construir praças e centros de saúde tendo inclusive que sofrer (com razão) crí­ticas por estarmos em uma cidade cheia de buracos. Agora resta saber se os buracos serão tratados, senão os carros vão acabar caindo no esgoto…

 

   

Governo Yeda

   

E o ex-secretário Marco também merece elogios por ter revolucionado na administração da estatal Corsan, colocando esgoto no litoral para muitos muní­cipes e levando água a praticamente todas as praias que ainda não a possuí­am. E o crédito maior é do governo Yeda, que corajosamente promoveu o ajuste fiscal que o Estado precisava para, então, sobrar recursos para investimentos. ..    

Infelizmente o povo ainda não reconheceu o profí­cuo governo de Yeda Crusius. Ainda…, porque na campanha vai ser difí­cil não ver o que está pronto, no jardim de nossos municí­pios. Quem atacar o governo pode receber bola nas costas.

 

   

Consultoria internacional gratuita

   

O GLEON (Global Lake Ecological Observatory Network) esteve durante uma semana em Torres, em seminário internacional realizado anualmente em algum paí­s do mundo… E neste foi escolhido Torres no Brasil para o evento, quando Gramado já estava na cola e quase levou para lá o encontro de cientistas internacionais.    

Os torrenses puderam assistir de graça cases de lagos pelo mundo afora que foram infectados por vários motivos e verem as mazelas ao desenvolvimento e o custo que as cidades dos arredores estão tendo para recuperar o erro não visto com antecedência.    

Está de parabéns o Guarita Park Hotel. Eventos como este que Torres deveria receber semanalmente, se possí­vel. Além de eles fazerem turismo e movimentarem restaurantes e hoteis locais, os encontros levam a cidade para todo o mundo com mensagens positivas, pois dificilmente alguém não leva positividade de Torres quando a conhece. Somente nós daqui que não valorizamos o que está em nosso quintal.

 

   

Fundo de Turismo

   

Estive falando com uma profissional que trabalhou por anos em Gramado e que agora trabalha junto a uma empresa que opera no Litoral Norte. Ela disse que o maior diferencial que Gramado apresenta em relação ao Turismo local é a cobrança incondicional de R$ 1,00 por cada quarto de hotel que é ocupado e em cada mesa de restaurante que é atendida por lá. Não sei se o comércio da cidade também participa, vou checar.  

E outro diferencial que a cidade possui para levar para lá eventos de todos os formatos é a profissionalização das áreas comerciais dos hotéis locais. Lá eles viajam juntos para trazerem eventos para a cidade. A municipalidade vai sempre junto para garantir licenças, fechamentos de rua, apoios institucionais e um pequeno apoio financeiro. Mas o grosso é bancado pelos hoteleiros, que acabam afinal tendo retorno absoluto sobre os feitos, pois o movimento acaba pagando e dando lucro.  

Acho que deverí­amos começar a trabalhar neste sentido aqui em Torres. A salvação para a cidade na baixa temporada passa necessariamente pela formatação de uma estratégia inteligente e séria de captação e eventos de negócio, cientí­fico e médicos para cá.  O Guarita Park Hotel deu um exemplo bonito na semana passada trazendo o GLEON.

 

   

Plano Diretor

 

 

 

 

            Está mais do que na hora da prefeitura encaminhar ara a Câmara a sua proposta para as modificaçíµes do Plano Diretor Urbano de Torres. O Código Ambiental e o Plano ambiental estão quase prontos, E agora deveremos forçar para que o Plano Diretor completo seja encaminhado para passar pelas várias etapas necessárias para que seja implementando como um instrumento que funciona e que dará a nós, torrenses, uma fórmula para crescermos de forma sustentável, econí´mica, social e ambiental.  


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