OPINIíO DO LEITOR – 20 DE MAIO

20 de maio de 2010

 

                      Por mais que eu queira entender todas as linhas de pensamento em relação í  utilização dos animais, esses seres ditos irracionais, sinceramente, eu não consigo.  

                      No dia 14 de maio, me deparei com uma moradora de rua bastante constrangida tentando entrar no consultório                       de um veterinário, na tentativa de buscar atendimento para sua fiel companheira, a qual estava visivelmente doente. Me aproximei e perguntei se eu poderia ajudar, e ela me disse que a cachorrinha estava sem comer, desta forma tentou buscar ajuda com o doutor. Como eu conhecia o doutor e sabia que ele não iria deixar de atender, solicitei a consulta. O diagnóstico não foi bom, mas a recolhemos para tratamento e com lágrimas nos olhos os moradores de rua pediram para que cuidássemos dela e devolvêssemos após a recuperação.  

                      No dia 15 de maio, presenciei uma cena de horror. Um carroceiro que não merecia ter o cavalo que tinha, o qual lhe trazia sustento, o abandonou quando estava muito doente. Provavelmente a saúde do cavalo estava comprometida a ponto de não oferecer mais nenhum benefí­cio ao carroceiro. Sendo assim este homem abandonou seu animal em via pública, da mesma forma que largamos um lixo depois de usá-lo.

 

              Aliás, maus-tratos aos animais e violência contra crianças são fatos corriqueiros em nossa cidade. Mas me desculpem, eu não consigo me acostumar com a violência. Chamamos o resgate da prefeitura que oportunizou um espetáculo de horror. Para aqueles que assistiram o cavalo debilitado ser levantado por uma retroescavadeira, presenciaram a corda arrebentando, e o cavalo caindo da concha da retro. O animal foi levado pra Associação de Proteção aos Animais, que por sua vez não tinha convênio pra abrigar cavalos, tampouco infra-estrutura pra tal. Chegando lá o animal foi jogado ao lado de uma cova para fim de facilitar o serviço. Nenhum veterinário da prefeitura foi prestar assistência ao eqí¼ino, pois no sábado todos têm seus afazeres, o que certamente parece mais importante do que um cavalo desnutrido e cansado de tanta carga que carregou e sustentou para um carroceiro mal-agradecido. O cavalo deveria ter sido atendido no local antes de ser removido. Poderia ter tomado medicação e assim quem sabe até se levantar, evitando todo o desnecessário estresse pelo qual vivenciou. Mas, animais feridos, moradores de rua e crianças em semáforo é melhor que fiquem bem longe dos olhos da sociedade de bem.  

                      Até agora falei em bandidos, mas esta história está cheia de heróis. Os primeiros heróis que encontrei foram os moradores de rua que nem mesmo a minha atenção despertavam, até eu observar o mais sincero sentimento de amizade e de preocupação com a saúde sobre qualquer forma de vida “uma grande lição eu aprendi com eles.  

                      A PATRAM que passou a tarde de sábado a procura do bandido carroceiro, sob o comando da Tenente Erneide, cumpriu muito mais do que o seu papel. Ainda penso que a nossa valorosa PATRAM cumpre muito mais do que a lei, mas sim ela demonstra compromissos éticos e morais, que preservam um futuro melhor, com a formação de cidadãos comprometidos a partir açíµes educativas.   Silenciosos, eles cuidam do que nós não somos capazes de cuidar e nem respeitar: o nosso ambiente.

 

Por último gostaria de apresentar os grandes heróis da sociedade torrense. Corremos atrás de alguém com experiência em tratamento para cavalos. Eles largaram seu lazer familiar para colocar soro no cavalo quando a noite já chegava. No outro dia fizeram mais soro e trataram o cavalo informando o diagnóstico: este cavalo tem chance de sobreviver, mas tem que ficar numa cocheira, receber medicamentos e comida apropriada, pois ele apenas está desnutrido. Apresento os grandes heróis desta história: Miguel Simão, sua filha Michele e o esposo Marcelo. Agradeço os medicamentos cedidos pelo Sr. João Lucas. Também precisamos de soro e ração especial para cavalos: os quais foram cedidos pelas agropecuárias A GRANJA e AGROPET. Fiz as fotos do pobre animal, para fins policias. Por uma questão de respeito ao animal, prefiro não reproduzi-las.

 

Infelizmente o cavalo faleceu na segunda(17) pela manhã sem atendimento….o único atendimento que ele recebeu foi pelas mãos do seu Miguel Simão e da filha Michele.

 

A prefeitura não pode continuar tratando as coisas com tanta irresponsabilidade,  vou levar até o fim este caso e conto com todos.

 

A Patram está encaminhando ao MP. Precisamos mobilizar a opinião pública.

 

Agradeço a todos

   Taí­s Abel


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