BANDEIRAS DA FRANí‡A E DA UNIíƒO EUROPEIA DRAPEJAM EM SOLO DA AMí‰RICA DO SUL
Nos tempos do Ginásio, o estudo da geografia era uma espécie de passeio. Por força das artes gráficas, a gente ficava a contemplar o planisfério, toda a parte líquida e sólida da velha Terra ali, numa única página do alegre Atlas colorido. Decorebas mis, começando com os continentes, depois os oceanos, mares, paises, capitais, idiomas, política,moedas!…
Um grande nó aparecia, justamente quando chegava a vez da nossa América do Sul, no momento de distinguir as complicadas Guianas umas das outras. Todas vinham atreladas a madrinhas de peso. Uma era Holandesa, a outra Inglesa e, a terceira Francesa. Resquícios de matrizes colonizadoras da Europa, foram largadas para trás como enclaves perdidos mundo afora. A Coroa portuguesa, por sua vez, tava nem aí. Já tinha terra demais, e a verdadeira pelea estava no Sul, na disputa da Colí´nia del Sacramento com os espanhóis. Corridos de Pernambuco, os holandeses saíram casqueirando a costa leste, a fincar bandeiras. Sobrou a Guiana deles, hoje país soberano, com o nome de República do Suriname. Mas, o imbróglio continuou, ainda sobravam duas Guianas. A inglesa incrementou o nome original, de olho na comunidade com as ex-colí´nias. Consolidou-se como República Cooperativa da Guiana. E, então, prevaleceu o velho amor francês. Em vez de filha bastarda, a França anexou-a ao território metropolitano, como Departamento Ultramarino, mantido o nome histórico de Guiana Francesa. Bem a prumo com relação ao Equador, é la que a Agência Espacial Européia opera seus lançamentos desde 1968. Carrega o estigma da histórica e sinistra Ilha do Diabo. Sem querer, querendo, esta última Guiana nos torna lindeiros da Europa, como que a estimular o desabrochar da UNASUL
INSERí‡íƒO NA UNASUL
Excluído o território francês, sobram 12 paises da América do Sul para compor a promissora UNASUL (União das Naçíµes Sul-americanas), assunto abordado n™A FOLHA anterior (22/05/10). Destes 12, tomando nós como referência restam 11, dos quais só 2 não fazem fronteira com o Brasilão = Chile e Equador. Vamos, por isso, explicar a aparente bravata da coluna anterior. Cuiabá, capital do Mato Grosso, tem tudo para sediar a entidade com abrangência continental. As coordenadas geográficas plotam-na como Centro Geodésico da América do Sul. Eleito o político argentino Nestor Kirchner (ex-presidente e atual deputado) Secretário Geral, anda o mesmo í procura de uma sala e cadeira para tocar a empreitada. Esperemos que não nos venha com aquela de querer puxar a sede para a Argentina.
A tarefa é hercúlea, nesta maçaroca sulina. Além de vários pactos regionais, cada componente, no futuro idioma comum (Portuí±ol) tiene sus podridos muy graves. í‰ preciso manobrar Venezuela e Bolívia, de volta aos trilhos de bitola larga da Democracia. A Colí´mbia segue com seu câncer político chamado FARC = Guerrilha institucionalizada, vinda do século passado. E, medindo nosso próprio rabo, o Brasil sofre o seu maligno, agora crí´nico, linfático MST = Movimento dos (Trabalhadores?) Sem Terra vs Reforma Agrária. Fora outros.
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