G U I A N A S

27 de maio de 2010

BANDEIRAS DA FRANí‡A E DA UNIíƒO EUROPEIA DRAPEJAM EM SOLO DA AMí‰RICA DO SUL

 

                      Nos tempos do Ginásio, o estudo da geografia era uma espécie de passeio. Por força das artes gráficas, a gente ficava a contemplar o planisfério, toda a parte lí­quida   e sólida da velha Terra ali, numa única página do alegre Atlas colorido. Decorebas mis, começando com os continentes, depois os oceanos, mares, paises, capitais, idiomas, polí­tica,moedas!…

                      Um grande nó aparecia, justamente quando chegava a vez da nossa América do Sul, no momento de distinguir as complicadas Guianas umas das outras. Todas   vinham atreladas a   madrinhas de peso.   Uma era Holandesa, a outra Inglesa e, a terceira Francesa.   Resquí­cios de matrizes colonizadoras da Europa, foram largadas para trás   como enclaves perdidos mundo afora. A Coroa portuguesa, por sua vez, tava nem aí­. Já tinha terra demais, e a verdadeira pelea estava no Sul, na disputa da Colí´nia del Sacramento com os espanhóis. Corridos de Pernambuco, os holandeses saí­ram casqueirando a costa leste, a fincar bandeiras. Sobrou a Guiana deles, hoje paí­s soberano, com o nome de República do Suriname. Mas, o imbróglio continuou, ainda sobravam duas Guianas. A inglesa incrementou   o nome original, de olho na comunidade com as ex-colí´nias.   Consolidou-se como República Cooperativa da Guiana. E, então, prevaleceu o velho amor francês. Em vez de filha bastarda, a França anexou-a ao território metropolitano, como Departamento Ultramarino, mantido o nome histórico de Guiana Francesa. Bem a prumo com relação ao Equador, é la que a Agência Espacial Européia opera seus lançamentos desde 1968. Carrega o estigma da histórica e sinistra Ilha do Diabo. Sem querer, querendo, esta última Guiana nos torna lindeiros da Europa, como que a estimular o desabrochar da UNASUL

 

INSERí‡íƒO NA UNASUL

 

                Excluí­do o território francês, sobram 12 paises da América do Sul para compor a promissora UNASUL (União das Naçíµes Sul-americanas), assunto abordado n™A FOLHA anterior (22/05/10). Destes 12, tomando nós   como referência restam 11, dos quais só 2 não fazem fronteira com o Brasilão = Chile e Equador. Vamos, por isso, explicar a aparente bravata da coluna anterior. Cuiabá, capital do Mato Grosso, tem tudo para sediar a entidade com abrangência continental. As coordenadas geográficas plotam-na como Centro Geodésico da América do Sul. Eleito o polí­tico argentino Nestor Kirchner (ex-presidente e atual deputado) Secretário Geral, anda o mesmo í  procura de uma sala e cadeira para tocar a empreitada. Esperemos que não nos venha com aquela de querer puxar a sede para a Argentina.

                      A tarefa é hercúlea, nesta maçaroca sulina. Além de vários pactos regionais, cada componente, no futuro idioma comum (Portuí±ol) tiene sus podridos muy graves. í‰ preciso manobrar Venezuela e Bolí­via, de volta aos trilhos de bitola larga da Democracia. A Colí´mbia segue com seu câncer polí­tico chamado FARC = Guerrilha institucionalizada, vinda do século passado.   E, medindo nosso próprio rabo, o Brasil sofre o seu maligno, agora crí´nico, linfático MST = Movimento dos (Trabalhadores?) Sem Terra vs Reforma Agrária. Fora outros.

 grlacerd@terra.com.br                            


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados