11ª Conferência Municipal de Saúde debateu o futuro do SUS em Torres

Realizado na sexta (29), evento colocou gestores, profissionais da área, conselheiros, representantes da sociedade civil e moradores na mesma mesa para debater e propor os rumos da saúde pública no município.

Evento iniciou cheio, mas com o tempo o publico que ficou se resumiu a profissionais ligados ao sistema de saúde, tanto público como privado
1 de junho de 2026

Na sexta-feira (29 de maio) foi realizada em Torres a 11ª Conferência Municipal de Saúde da cidade. Como parte da organização dos sistemas municipais – e organizado localmente pelo Conselho Municipal de Saúde – trata-se de um espaço democrático que coloca gestores, profissionais da saúde, conselheiros, representantes da sociedade civil e moradores na mesma mesa para debater e propor os rumos da saúde pública no município.

Na abertura oficial do evento (que durou toda a tarde) participaram da mesa diretiva autoridades municipais da prefeitura (como o vice-prefeito André Leandro Pozzi Rodrigues e  a secretária municipal de Saúde, Cláudia Moreira Morel), Câmara de Vereadores (Igor Beretta e Carla Daitx), além da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Fernanda Borkhardt; e do delegado da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul, Robson Bren.

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Palestras e questionamentos

A conferência recebeu dois especialistas com trajetórias consolidadas na área da saúde pública, os quais realizaram palestras técnicas acerca do sistema de Saúde estadual e federal, salientando a importância dos sistemas municipais e regionais como instrumentos de montagem da efetivação das diretrizes públicas do SUS (Sistema Único de Saúde).

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Jaime, conselheiro estadual de Saúde e integrante da Mesa Diretora do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, coordenador da Comissão de Orçamento e Finanças e especialista em Auditoria, Planejamento e Gestão em Saúde e Finanças, apresentou sua contribuição ao debate. Carla Estefanía Albert, chefe da Divisão de Pesquisa em Saúde e coordenadora da Especialização em Saúde Pública (CESP), trouxe a perspectiva da pesquisa científica aplicada à gestão pública.

A seguir, a conferência propiciou um espaço aberto para participação geral, onde assuntos locais foram indagados junto aos especialistas, com respostas e experiências trocadas de forma compartilhada entre o público em geral.  Um dos destaque ficou pelos questionamentos sobre o funcionamento dos direitos e deveres de usuários e profissionais do sistema municipal. Os técnicos foram indagados sobre gargalos e falta de resposta nas demandas dos atendimentos e no funcionamento profissional do sistema em Torres, oriundas da prefeitura e do SUS nas instancias maiores (estadual – SES e federal).

 

Eixos de conteúdos e planejamento

Grupos trabalhando por eixos formados na maioria por profissionais que atual no sistema

 

Depois do intervalo, na outra metade da Conferência Municipal de Saúde em Torres, os participantes se dividiram em grupos por eixos temáticos para debater como estava a situação (e o que poderia melhorar) dos temas:

1 – Democracia e saúde como direito;

2 – Financiamento adequado do SUS;

3 – Desafios do SUS na agenda nacional;

4 – Modelo de atenção e gestão do sistema.

 

A seguir os grupos apresentaram o resumo dos trabalhos setoriais dos grupos. As propostas construídas coletivamente durante o evento podem orientar as ações do governo municipal e do próprio Conselho, e ainda alimentar as etapas estadual e nacional das conferências de saúde, ampliando o alcance da voz torrense. O conteúdo ainda poderá ser utilizado pelo SUS para alimentar o sistema local estadual e federal.

Além do conteúdo do encontro (como o realizado em Torres), as Conferências Municipais de Saúde escolhem delegados para participarem na conferencia estadual que por sua vez escolhe delegados para representar o Estado do RS na Conferência Nacional. O conteúdo dos encontros são os instrumentos de trabalho para servir de alimentação do planejamento nacional do SUS e as consequentes pactuações qualitativas e quantitativas das metas a serem alcançadas no Brasil, nos Estados Federativos e afinal nos municípios. Estas metas são avaliadas de trimestre em trimestre em todas as instâncias nacionais do SUS e pelos conselhos locais.

A Conferência Municipal de Saúde, portanto, avalia a situação da saúde no município, identifica prioridades e propõe diretrizes para fortalecer o SUS local. As propostas construídas coletivamente durante o evento, podem orientar as ações do governo municipal e do próprio Conselho, além de alimentar as etapas estadual e nacional das conferências de saúde, ampliando o alcance da voz torrenses.

 

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Publicado em: Saúde






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