23ª edição da Feira da Biodiversidade: Evento cresce sem perder sua essência em Três Cachoeiras

Com mais de 40 empreendimentos presentes, a 23ª edição da Feira da Biodiversidade, realizada no dia 24 de junho no Ginásio de Santo Anjo da Guarda, mostrou que a economia do litoral norte do RS também é impulsionada por projetos de vida sustentáveis.

30 de junho de 2026

De cinco ou seis bancas a céu aberto na praça central de Três Cachoeiras a um ginásio com mais de 40 empreendimentos, a 23ª edição da Feira da Biodiversidade, realizada no dia 24 de junho no Ginásio de Santo Anjo da Guarda, mostrou que a economia do litoral norte do RS também é impulsionada por projetos de vida sustentáveis.

Ao lado de movimentos sociais, sindicatos, aldeias Mbya Guarani e escolas, esses empreendimentos de diferentes comunidades de Três Cachoeiras, Torres, Maquiné, Dom Pedro de Alcântara, Itati, Osório e Jacinto Machado (SC) mostraram produtos conectados à agrobiodiversidade, à economia circular, ao artesanato ancestral, à cultura e à preservação do meio ambiente.

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Oito escolas visitaram a feira. Destas, cinco apresentaram projetos relacionados à produção de alimentos, sabão ecológico feito com óleo de cozinha usado, produtos de higiene naturais sem microplásticos e abelhas sem ferrão. As polinizadoras também foram destaque no Circuito de Práticas Agroecológicas, organizado na própria Escola Baréa, junto a estações com temas como solos e sementes, compostagem e esponjas ecológicas.

Vizinha ao ginásio da comunidade, a escola sediou todas as oficinas desta edição: Produção de insumos dentro da propriedade; Capacitação para a solicitação de subvenção e Política de Garantia de Preços Mínimos para a Sociobiodiversidade; Intercâmbio de estudantes indígenas e não indígenas; Petiscos com Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc); Oficina Literária: Poetizando a Vida; Estratégias de adaptação climática: a condominização do Litoral Norte e o projeto do porto em Arroio do Sal; e Memórias e saberes do dia a dia rural.

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Apresentações culturais

A representação artística Festa da Colheita, encenada pelo 5º ano da Escola Baréa, foi seguida pela tradicional Mística do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e pela apresentação musical da Aldeia Mbya Guarani de Campo Bonito.

A Feira da Biodiversidade de 2026 foi promovida pelo Centro Ecológico e Movimento de Mulheres Camponesas, em parceria com o Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia e a Associação Regional Sindical Litoral, com apoio da Sociedade Sueca de Proteção à Natureza e Iniciativa Internacional para o Clima (IKI).

 

Escolas participantes

Escola Estadual de Ensino Médio Élio de Farias Matos (Mampituba);

Escola Municipal de Ensino Fundamental João Steigleder, Escola Municipal Pedro Antônio Selau e Escola São Jorge (Morrinhos do Sul);

Dom José Baréa, Josefina Maggi Lumertz, José Felipe Schaeffer e Josefina Maggi Boff (Três Cachoeiras);

Instituto Federal Catarinense — Campus Santa Rosa do Sul/SC

FOTO – pequenos da EMEI João Valim e professoras visitando a Feira

 

Aldeias participantes

Tekoa Nhu Porã: Aldeia Campo Bonito (Torres);

Tekoa Yy Rupa: Aldeia Olho d’Água (Terra de Areia);

Tekoa Kuaray Rese: Aldeia Sol Nascente (Osório);

Tekoa Ka’aguy Porã: Aldeia Mata Sagrada (Maquiné);

Tekoa Guyra Nhendu: Aldeia Som dos Pássaros (Maquiné).

 

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Publicado em: Meio Ambiente






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