Valorizar as raízes locais e preservar o patrimônio cultural do litoral. No dia 27/08, a Prefeitura de Torres esteve presente, como convidada, prestigiando a Oficina Cofrinho, promovida através de projeto da Colônia de Pescadores Z-7 e contemplada por edital do Ministério da Pesca (no contexto do Encontro das Culturas da Pesca Artesanal Marisqueira – que promoveu diversas atividades ao longo do mês).
A atividade foi ministrada pela pesquisadora Maria do Carmo Conforti Rodrigues, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Torres, resgatando a história e a confecção do artesanato tradicional da comunidade marisqueira do Canto da Ronda.
A oficina teve como objetivo o Resgate da Mariscagem – com foco na valorização da identidade artesanal da comunidade “Marisqueira” do Canto da Ronda. Com uma técnica Sustentável a peça (tradicional na região) é montada com retângulos de tecido (6 x 9 cm), cola bastão e papelão ou caixas de leite reutilizadas. A confecção utiliza 60 losangos de tecido e papelão costurados em 12 flores pentagonais que formam a estrela.
“A preservação do nosso patrimônio imaterial ganha força quando a comunidade se une para recontar histórias de sabedoria e cooperação. Como lembra o verso popular que embala esse artesanato: “gira mundo, e o mundo gira… e a cada volta, se vê outra cor, outra flor, outra vida”. Uma tradição viva que segue enriquecendo a cultura do nosso município”, enaltece a comunicação da Prefeitura de Torres.
Mais de 200 anos de história no Litoral Norte
Também conhecida como Estrela Giramundo, Estrela de São Miguel ou Estrela de Boas Intenções, a peça artesanal possui registros de mais de dois séculos. Na região, a tradição é ligada aos casais açorianos e às famílias de pescadores e marisqueiras.
Historicamente, as mães confeccionavam a estrela com sobras de tecidos para presentear as filhas ao se casarem. A peça guardava um segredo em seu interior: um lado aberto servia para guardar moedas discretamente, criando uma reserva de emergência para períodos em que a pesca no alto-mar não trazia o retorno esperado. Disfarçada como almofada de alfinetes, protegia as economias do lar.
Além da utilidade prática, o artesanato era um amuleto de proteção: durante o feitio, mentalizavam-se orações e boas intenções para a nova família. (Com informações de Prefeitura de Torres)

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