EDITORIAL – Demonizar empresa ésuicí­dio da democracia

27 de setembro de 2014

 

A campanha eleitoral de 2014 já mostra a dificuldade que polí­ticos em geral “ principalmente os que não estão no poder “ enfrentam para conseguir apoio financeiro para suas lutas polí­ticas para eleição. Empresas estão com medo de doar recursos para partidos ou para polí­ticos por conta da demonização que o corporativismo estatal – que impera na chamada Coisa Pública no Brasil – tratou de realizar com a atividade empresarial. Já é mantra nas redes sociais, nos discursos de polí­ticos em geral e nas rodas de papo nas famí­lias a máxima vendida por estes estatizantes cooperados no poder para a sociedade. O que está viralizado é a máxima que a empresa que apóia polí­tico irá querer o dinheiro de volta adiante.   E ponto final. Basta isto para que empresários sérios, que apostam em seus negócios, que trabalham de sol a sol para manterem suas atividade competitivas no mercado –   cada vez mais exigente –   se retirem totalmente do jogo   do poder. E ao se retirarem, perdem a chance de participar ativamente nas modificaçíµes e modernizaçíµes da atividade pública, dirigidas por polí­ticos. Empresário conservador sai do jogo e deixa que os conluios polí­ticos tomem conta dos governos, gerando um ciclo vicioso perigoso para as naçíµes.

Na semana que passou, o jornal Zero Hora também publicou em editorial afirmando no texto que a demonização do setor empresarial não se trata de tema saudável no ambiente social e polí­tico. Mas o jornal de certa forma apóia o financiamento público de campanha, o que gera certa ambigí¼idade. Selar definitivamente a saí­da das empresas do processo democrático é   assumir que a democracia deve colocar de lado a opinião das empresas no processo.  Tirar empresas no processo eleitoral é colocar de lado quem produz, de quem gera empregos, de quem arrisca, de quem inova, enfim: retira do processo o vagão principal da locomotiva do desenvolvimento, aleijando a formação de opinião social.

Os principais candidatos í  presidência do Brasil neste pleito também fazem coro a esta demonização. Dilma Rousseff e Marina Silva já assumiram que são a favor da retirada das doaçíµes empresariais do processo eleitoral. Tem candidato que já usa isto até como forma de se promover, não aceitando ajuda empresarial em suas campanhas e colocando isto em seus panfletos eleitorais. Ou seja: a questão ficou mais um tema visto pela sociedade como politicamente correto. Parece que apoiar que empresas mantenham suas possibilidades atuais de financiarem campanhas polí­ticas virou siní´nimo de esperteza, de apoio í  corrupção, de desleixo com o dinheiro público, o que definitivamente não o é.

Não fica de pé para nenhum adolescente a afirmação – feita peremptoriamente pelos apoiadores do financiamento público de campanha – de que a eliminação das empresas do processo democrático irá terminar ou diminuir a corrupção. Os mal feitos acontecem durante os governos e sempre terão corruptos na polí­tica. Além disto, as empresas são sempre passivas no processo corrupto. Com o tempo podem gostar da brincadeira dinheirista e apoiarem o processo, coisa de quadrilheiro. Mas na verdade a corrupção nasce sempre do polí­tico. í‰ ele que tem o poder para burlar as leis de licitaçíµes e outras regras da administração pública, ou seja: não existe corrupção sem polí­tico, mas existe e existirá sempre corrupção sem empresas. Basta avaliar o processo em naçíµes comunistas ou ditatoriais.

O exemplo atual – o da Petrobrás – é didático. Os desvios da estatal são grandes e feitos dentro de uma empresa que é do Brasil. Não é crí­vel que sejam as empreiteiras que criaram o processo que desviou bilhíµes do caixa da empresa. A Petrobrás e dos Brasileiros, mas infelizmente é administrada por partidos polí­ticos que viram nela outra mina de ouro, depois de serem pegos no Mensalão. E não são só para financiar campanhas estes desvios. Trata-se de roubo para enriquecimento de ladríµes profissionais instalados no corporativismo estatal, que pressionam as empresas para entrarem no jogo, deixando-as quase sem opção

O pior disto tudo é que as entidades empresariais parecem que já estão de certa forma amaciadas pela corporação estatal em ação no Brasil. Parece que os governos trataram de colocar as mesmas no processo de lavagem cerebral em andamento. Colocam apoios financeiros e jurí­dicos para as entidades em troca desta passividade absoluta e intrigantes que vemos. Não há noticia de entidade empresarial defendendo as empresas neste processo de demonização da categoria, o que é muito preocupante.

 

Retirar as empresas do processo democrático eleitoral é suicí­dio da democracia. Com o tempo, partidos polí­ticos serão mais uma repartição pública (muitos já o são). E entidades empresariais também… A daí­ para o Comunismo… são dois passos!


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados