A campanha eleitoral de 2014 já mostra a dificuldade que políticos em geral “ principalmente os que não estão no poder “ enfrentam para conseguir apoio financeiro para suas lutas políticas para eleição. Empresas estão com medo de doar recursos para partidos ou para políticos por conta da demonização que o corporativismo estatal – que impera na chamada Coisa Pública no Brasil – tratou de realizar com a atividade empresarial. Já é mantra nas redes sociais, nos discursos de políticos em geral e nas rodas de papo nas famílias a máxima vendida por estes estatizantes cooperados no poder para a sociedade. O que está viralizado é a máxima que a empresa que apóia político irá querer o dinheiro de volta adiante. E ponto final. Basta isto para que empresários sérios, que apostam em seus negócios, que trabalham de sol a sol para manterem suas atividade competitivas no mercado – cada vez mais exigente – se retirem totalmente do jogo do poder. E ao se retirarem, perdem a chance de participar ativamente nas modificaçíµes e modernizaçíµes da atividade pública, dirigidas por políticos. Empresário conservador sai do jogo e deixa que os conluios políticos tomem conta dos governos, gerando um ciclo vicioso perigoso para as naçíµes.
Na semana que passou, o jornal Zero Hora também publicou em editorial afirmando no texto que a demonização do setor empresarial não se trata de tema saudável no ambiente social e político. Mas o jornal de certa forma apóia o financiamento público de campanha, o que gera certa ambigí¼idade. Selar definitivamente a saída das empresas do processo democrático é assumir que a democracia deve colocar de lado a opinião das empresas no processo. Tirar empresas no processo eleitoral é colocar de lado quem produz, de quem gera empregos, de quem arrisca, de quem inova, enfim: retira do processo o vagão principal da locomotiva do desenvolvimento, aleijando a formação de opinião social.
Os principais candidatos í presidência do Brasil neste pleito também fazem coro a esta demonização. Dilma Rousseff e Marina Silva já assumiram que são a favor da retirada das doaçíµes empresariais do processo eleitoral. Tem candidato que já usa isto até como forma de se promover, não aceitando ajuda empresarial em suas campanhas e colocando isto em seus panfletos eleitorais. Ou seja: a questão ficou mais um tema visto pela sociedade como politicamente correto. Parece que apoiar que empresas mantenham suas possibilidades atuais de financiarem campanhas políticas virou siní´nimo de esperteza, de apoio í corrupção, de desleixo com o dinheiro público, o que definitivamente não o é.
Não fica de pé para nenhum adolescente a afirmação – feita peremptoriamente pelos apoiadores do financiamento público de campanha – de que a eliminação das empresas do processo democrático irá terminar ou diminuir a corrupção. Os mal feitos acontecem durante os governos e sempre terão corruptos na política. Além disto, as empresas são sempre passivas no processo corrupto. Com o tempo podem gostar da brincadeira dinheirista e apoiarem o processo, coisa de quadrilheiro. Mas na verdade a corrupção nasce sempre do político. í‰ ele que tem o poder para burlar as leis de licitaçíµes e outras regras da administração pública, ou seja: não existe corrupção sem político, mas existe e existirá sempre corrupção sem empresas. Basta avaliar o processo em naçíµes comunistas ou ditatoriais.
O exemplo atual – o da Petrobrás – é didático. Os desvios da estatal são grandes e feitos dentro de uma empresa que é do Brasil. Não é crível que sejam as empreiteiras que criaram o processo que desviou bilhíµes do caixa da empresa. A Petrobrás e dos Brasileiros, mas infelizmente é administrada por partidos políticos que viram nela outra mina de ouro, depois de serem pegos no Mensalão. E não são só para financiar campanhas estes desvios. Trata-se de roubo para enriquecimento de ladríµes profissionais instalados no corporativismo estatal, que pressionam as empresas para entrarem no jogo, deixando-as quase sem opção
O pior disto tudo é que as entidades empresariais parecem que já estão de certa forma amaciadas pela corporação estatal em ação no Brasil. Parece que os governos trataram de colocar as mesmas no processo de lavagem cerebral em andamento. Colocam apoios financeiros e jurídicos para as entidades em troca desta passividade absoluta e intrigantes que vemos. Não há noticia de entidade empresarial defendendo as empresas neste processo de demonização da categoria, o que é muito preocupante.
Retirar as empresas do processo democrático eleitoral é suicídio da democracia. Com o tempo, partidos políticos serão mais uma repartição pública (muitos já o são). E entidades empresariais também… A daí para o Comunismo… são dois passos!


