Após a excêntrica decisão do vereador Alessandro Bauer Pereira (PMDB) de levar um bolo com (com velinha de um ano incluída) para comemorar ironicamente o aniversário de um ano da compra pela prefeitura de Torres do prédio do ex-hotel Beira Mar, junto ao Banrisul, pela quantia de R$ 6 milhíµes, sem ter até hoje uma data para mudar a sede da municipalidade para o prédio, vereadores da base aliada do governo Nílvia vieram em resposta í postura do parlamentar de oposição. O vereador Davino Lopes (PT) foi o protagonista, mas até a vereadora Lú (PT) acabou utilizando o espaço previsto para informaçíµes partidárias para, também, criticar seu colega publicamente. Tudo aconteceu durante a última sessão da Câmara de Vereadores, realizada, em Torres, na segunda-feira, dia 15/9.
Davino criticou a atitude conceituando-a de desrespeitosa. Ele de certa forma ironizou, lembrando temas do governo João Alberto (encerrado há quase dois anos) que também foram prometidos e, conforme ele não foram atendidos como prometidos. Ele citou a promessa de regularização fundiária em seu bairro – o Curtume- que teriam sido feitas na Gestão passada sem o cumprimento de entrega das escrituras. Mas o mesmo Davino afirmou no mesmo discurso, que a atual administração estaria tendo muitos problemas para executar as mesmas regularizaçíµes de posses de imóveis. Disse que o problema é nacional, que as pessoas não possuem documentação necessária, mas acabou de certa forma se contradizendo em sua cobrança do governo anterior.
Dê disse que sentia vergonha de ser vice no governo anterior
Deomar Goulart – o Dê (PDT) também saiu em ataques ao oposicionista e ao PMDB como um todo. Ele afirmou que a oposição bate no governo porque torce que a administração vá mal, quando, ao contrário o governo vai bem, segundo o presidente da Câmara. Deomar chegou a desabafar ao afirmar que se sentia envergonhado de ser vice-prefeito de João Alberto na gestão entre 2005 e 2008. Lembrou que no governo seguinte o governo foi bem, mas disse que saiu do governo por não acreditar nele, ao contrário do que sente agora.
A vereadora Lú usou o espaço de anúncios partidários e, como líder do PT acabou também criticando Alessandro e sua postura de levar um bolo para comemorar o aniversário de um ano da compra do prédio da administração.
Reclamação (ou ironia) de Alessandro foi sobre cena sobre economias e riscos í época
A ironia do vereador Alessandro se deu por conta da pressa em que a prefeitura anunciava “ na época da compra, há um ano “ para a aquisição do ex-hotel. í‰ que a prefeitura afirmava que no final do ano sairia dos atuais prédios alugados e da sede antiga da prefeitura, para que os cofres públicos economizassem os alugueis pagos mensalmente. Na época, também, funcionários da administração reclamavam que se sentiam inseguros em trabalhar no atual prédio (o antigo), afirmando que ele teria risco de cair. Um servidor chegou a chamar o histórico prédio de catacumba. Mas isto não aconteceu. A prefeitura atualmente paga muito mais aluguel que antes, os funcionários rebeldes continuam trabalhando no prédio antigo e nada mudou. As mudanças ainda não têm prazo. Conforme a prefeita Nílvia anunciou na semana passada, a mudança ficou para a segunda parte do governo que encerra no final de 2016.


