Inventário cultural pela preservação do patrimí´nio histórico de Torres

3 de outubro de 2014

 

 

 

 O patrimí´nio histórico de Torres foi tema de debate nesta sexta-feira, 26 de setembro, em reunião realizada na Prefeitura com representantes de diferentes segmentos ligados a área.   Com o objetivo de construir coletivamente uma estratégia de preservação do nosso patrimí´nio histórico e promover o seu inventário, a reunião foi promovida pelo Instituto do Patrimí´nio Histórico e Artí­stico do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE) por meio da diretora Mirian Sartori Rodrigues. Desta discussão, ficou encaminhado que o Instituto apresentará a proposta de um acordo de cooperação técnica com a Prefeitura. O propósito é o de estabelecer ação conjunta para realização do Sistema de Rastreamento Cultural do Municí­pio. A proposta do convênio está sendo analisada pela Procuradoria de Torres.

A diretora do IPHAE – que é ligado a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) –   explicou que o trabalho do instituto consiste na realização de um inventário para identificar os bens de maior valor cultural na cidade, inventário que servirá como instrumento na implementação da polí­tica municipal de preservação. O IPHAE deve então repassar í  equipe local a metodologia proposta – orientando o preenchimento das fichas-padrão – e prestar informaçíµes sempre que solicitado.

Na oportunidade, também foi tratada sobre uma proposta de preservação estadual do entorno da Igreja São Domingos, incluindo trechos de ruas como a José Maia Filho, Júlio de Castilhos, Padre Lamí´naco, Joaquim Porto e Washington Luiz. O perí­metro de preservação deverá ser ajustado ao novo Plano Diretor Territorial e Ambiental de Torres.


 

Do pioneirismo arqueológico a necessidade de preservação

 

Na reunião, o presidente do Conselho Municipal do Patrimí´nio Histórico, Arquitetí´nico e Cultural de Torres (COMPHAC), Cristiano Evaristo Alves, salientou a importância de uma legislação mais especí­fica para que o Conselho possa deliberar, e não ser um órgão somente consultivo. Já o historiador Rafael Frizzo destacou que Torres tem pioneirismo na questão da arqueologia, embasado em pesquisas realizadas por Ruy Rubem Ruschel nos sí­tios do Litoral.

A Defender/RS “ Defesa Civil do Patrimí´nio Histórico – através de seus delegados presentes e de seu presidente, se prontificou a colaborar com o Poder Público Municipal, tendo em vista situação crí­tica e emergencial que se encontra o Patrimí´nio Cultural de Torres. Segundo informa Leonardo Gedeon, historiador e delegado do grupo na cidade, está sendo trabalhada uma delimitação do Centro Histórico, e serão registrados no inventário todos os bens com relevância histórica, cultural e paisagí­stica. "Como principal resultado da rápida verticalização das construçíµes, ficou evidente a necessidade emergencial de uma legislação municipal com o acompanhamento do IPHAE visando a preservação do patrimí´nio cultural do municí­pio, como estabelece a Constituição da República Federativa do Brasil, visando a continuidade de seu desenvolvimento de forma sustentável".

O encontro contou ainda com a participação do vice-prefeito Ildefonso Brocca, da vereadora Lú Fippian, de Secretários municipais e representante da ONG Onda Verde.

 

 

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"Além do patrimí´nio luso-brasileiro remanescente, Torres (RS) ainda guarda um acervo de edificaçíµes relativas a re-significação do núcleo enquanto balneário. Ainda é possí­vel encontrar alguns poucos bungalows de veraneio, já em extinção, dos quais o bungalow neo-colonial espanhol representado na fotografia é um dos mais relevantes. Trata-se de uma medida EMERGENCIAL reconhecer estas edificaçíµes através de inventário e protegê-las através da aplicação de instrumentos especí­ficos já previstos na Constituição Federal (em seu Artigo 30; § 1 º),   e Estatuto das Cidades" –  LEONARDO GEDEON, historiador e delegado do Defender-RS

 

 

 

 

Foto: Jorge Luí­s Stocker Jr.

 

 


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