A PRIORIDADE í‰ O ASFALTO”, AFIRMA NíLVIA NA Cí‚MARA

6 de outubro de 2014

 

Prefeita de Torres interrompeu sessão legislativa com pronunciamento surpresa    

   

Por Fausto Júnior

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A última sessão da Câmara Municipal de Torres, realizada na segunda-feira (29/9), foi interrompida e acabou sendo ‘cortada’ pela ida (sem aviso prévio) da prefeita Ní­lvia Pinto Pereira na casa. Ela foi desabafar e colocar a sua visão sobre as crí­ticas que vem recebendo da oposição. Conforme Nilvia falou em um determinado momento de seu pronunciamento da tribuna da Câmara (que durou quase duas horas), transbordou o seu limite de paciência aos questionamentos dos edis.

 

Asfalto é a ‘prioridade das prioridades’

 

A prefeita respondeu vários questionamentos de vereadores feitos nas últimas semanas (inclusive alguns feitos na própria sessão). Afirmou que as questíµes levantadas sobre a compra do terreno para a construção de casas populares foram todas muito bem explicadas; respondeu sobre problemas em serviços interrompidos e sobre desperdí­cios de obras da Corsan (dois temas levantados pelo vereador Tubarão); disse que as creches atuais (Ensino Infantil) estão priorizando a qualidade (respondendo ás crí­ticas do vereador Gimi); disse que seu governo está trabalhando como nenhum anterior contra transbordamentos decorrentes da chuva; e elogiou como sempre a postura de seu mandato nestes dois anos, mais uma vez criticando o governo anterior. Estamos revolucionando em obras na cidade e não dá para comparar com algumas obrinhas do governo anterior, disse a prefeita.

Mas Nilvia acabou assumindo certa mudança de rumos entre o seu plano de governo e estes dois primeiros anos de sua gestão.  Ela assumiu publicamente que seu governo resolveu priorizar o asfaltamento das ruas e a modificação do Plano Viário da cidade, "por um pedido quase que desesperado dos moradores de todos os bairros de Torres", conforme justificou. Deixamos de Fazer muitas coisas por conta do pagamento das contrapartidas destes quase R$ 50 milhíµes que projetamos colocar de asfalto pelas ruas. A população não agí¼entava mais estragar seus carros, ter problemas para se locomover de bicicleta e viver em ruas esburacadas. Acho que Torres era a cidade mais esburacada que já conheci, desabafou a prefeita.

Dentre os compromissos de apoios que o governo Ní­lvia não pode atender, conforme discurso da prefeita na Câmara, estão: 1) apoios de subsí­dios á entidades culturais e desportivas; 2) a troca de local de Feira do Livro, 3) investimentos em reformas e obras em outros setores que não os de vias; dentre outros. A prefeita deixou claro que ‘a prioridade das prioridades’ de seu governo atualmente é a colocação de asfalto em novas ruas e a manutenção de outras em estado rudimentar. E conforme sua projeção, está em fase de implementação o plano 2 do asfaltamento, chamado de PlanPat 2, que deverá receber ao todo o investimento de mais R$ 50 milhíµes para este fim, incluindo verbas federais, estaduais e contrapartidas municipais. Ao todo são projetados R$ 100 milhíµes em asfalto e reformas viárias.

 

Oposição responde, recebe crí­tica e fica sem poder de resposta

 

Nas perguntas no final da explanação, praticamente só vereadores do PMDB fizeram questionamentos í  prefeita. A vereadora Lú (PT) fez uma intervenção somente para Nilvia, chamando-a publicamente de corajosa e preparada para enfrentar os desafios de ser gestora principal púbica de Torres.  O vereador Alessandro (PMDB) ironizou. Disse que começava a concordar com Ní­lvia por ela elogiar a educação e a Saúde de Torres, pois, para o vereador oposicionista se eles estão funcionando bem foi pelos altos investimentos feitos pelo governo anterior, de João Alberto Cardoso. Ní­lvia respondeu afirmando que as melhorias de agora eram maiores e se referiu, então, í  importância das novas escolas e creches do governo anterior, mas como obrinhas.

Em seguida o vereador Gimi sugeriu que não acontecesse este tipo de intervenção durante a sessão da Câmara. São várias respostas, feitas de forma superficial, sem espaço para debates e que interrompem os ritos normais da casa. Sugiro que sejam marcados encontros e discursos como estes com temas pré-estabelecidos, pois aí­ teremos foco e espaço para debate de idéias, afirmou o vereador do PMDB.

Outros vereadores também se posicionaram. O tema da compra do ex- hotel Beira Mar foi levantado com questionamentos, principalmente no que se refere aos atrasos da reforma para que haja, finalmente, a mudança da sede da prefeitura para o local. Nilvia respondeu afirmando que, para ela, não há explicação matemática para questionar a compra do hotel. Ela disse que se a prefeitura quisesse vender o prédio hoje conseguiria obter muito mais do que pagou. E disse que será lá, sim, a sede, desfazendo boatos que o prédio seria vendido. Repetiu que este assunto ela não consegue raciocinar como sujeito í  crí­ticas", já que para ela é um bom negócio que a cidade fez eque, "só o terreno, em breve, deverá valer mais de R$ 10 milhíµes.

Os vereadores não tiveram espaço para resposta, pois a dinâmica da Casa para a intervenção da prefeita não permite debate, somente perguntas e respostas. A oposição, então, teve de receber as justificativas da prefeita e ficar calada.

A sessão acabou com o final do pronunciamento de Ní­lvia. Alguns vereadores sequer puderam falar nos espaços reservados ordinariamente. A tribuna popular, que estava reservada para a fala do corretor de imóveis e empresário Carlos Souza, também foi transferida por conta da chegada da prefeita para falar com os vereadores e público que assiste í s sessíµes durante a reunião de segunda-feira (29/9).

 


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