RELATORIO DO MINISTí‰RIO PÚBLICO DESMENTE ACUSAí‡íO CONTRA EX VICE-PREFEITO PARDAL

15 de outubro de 2014

 

O relatório de vistoria da divisão de assessoramento técnico do MP/RS   (de número DAT“MA 1632/2013) não confirma a acusação do promotor de justiça da comarca de Torres, Viní­cius de Melo Lima, que acusou o ex-vice- prefeito de Torres Valmir Daitx Alexandre, o Pardal, de ter superfaturado obras públicas na cidade e desviado dinheiro destes superfaturamentos. O relatório foi emitido pelo arquiteto e urbanista André Huyer e enviado para o próprio promotor Vinicius em 1 º de novembro de 2013.

Firmada no laudo, a dedução do arquiteto conclui que não há indí­cios de má técnica, superfaturamento ou outras irregularidades na obras citadas pela promotoria, o posto de Saúde da Escola Zona Sul e a Escola Infantil do bairro Campo Bonito.

 Conforme afirmou Pardal para A FOLHA, o promotor o acusou publicamente (no blog do MP de Torres) quando já havia lido este laudo. Mesmo assim, o representante do MP manteve sua tese e as acusaçíµes contra ex-vice- prefeito de Torres como se não tivesse lido o documento. Para Pardal, isto é um indí­cio de má intenção ou, pelo menos, um indí­cio de desleixo e até falta de coragem em reconhecer o erro.

 

Acusaçíµes se contradisseram pelo próprio promotor

 

Pardal lembra, ainda, que o promotor Viní­cius se contradisse quando citou os eventuais valores que teriam sido recebidos pelo acusado, referente aos superfaturamentos (provados que não existiram). Vinicius falou inicialmente em R$ 6 milhíµes, depois baixou para R$ 1,2 milhíµes. Afinal, em uma entrevista pedida por Vinicius para ser coberta pela RBS TV, os promotores, confusos, falaram somente em R$ 400 mil. E os valores seriam de outra causa de improbidade contra a prefeitura. Ou seja: os R$ 6 milhíµes estampados (e difundidos) pelo MP de Torres í  época como se fossem valores de desvio de dinheiro, não eram nada, tudo isto pela formalização das acusaçíµes feitas pelo promotor torrense í  justiça.

Pardal diz que está atrás da recuperação do abalo moral e polí­tico que as acusaçíµes lhe causaram.  Abalo que foi também financeiro, pois as portas comerciais se fecharam í  época, e o ex-vice- prefeito estava na gerência de um empreendimento na construção civil.

 

GAECO é formado por brigadianos sem experiência de investigação

 

Conforme informa para A FOLHA o mesmo ex- vice-prefeito Pardal, as investigaçíµes feitas pelo chamado Grupo de Apoio Especial do MP (GAECO) não possuem nenhuma consistência. "São depoimento de investigadores que baseiam-se em deduçíµes, em fofocas". Para o ex-prefeito, isto acontece porque os servidores recrutados pelo MP são PMs que recebem FGs (Funçíµes Gratificadas), que são contratados pelas promotorias nas comarcas sem sequer receber treinamento adequado.  

 

 

Relatório do MP diz que ‘não há maiores indí­cios de má técnica, superfaturamentos ou outras irregularidades’  

 


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