NOVA SEDE DA PREFEITURA: Comitiva faz visita ao prédio em reformas

15 de janeiro de 2015

 

 

 

Por Guile Rocha

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Há cerca de um ano e meio atrás, a prefeitura de Torres fechava o negócio da compra do ex-hotel Beira-Mar, prédio de 10 andares na parte alta da   Praia Grande que foi comprado para sediar o novo centro administrativo/ prefeitura municipal. Comprado junto ao Banrisul por R$ 6 milhíµes, o negócio foi o principal assunto da cidade no ano de 2013.

Muitos cidadãos e vereadores manifestaram-se contra a compra do prédio, alegando entre outros motivos que a prefeitura poderia usar o dinheiro para construir um prédio próprio para servir de sede, e que o valor das reformas estruturais necessárias no ex-hotel Beira Mar (que teria que ser adaptado para tornar-se um centro da administração pública) poderia tornar muito oneroso o negócio. Já os favoráveis a compra do prédio anegavam se tratar de um grande negócio imobiliário, uma vez que o imóvel seria adquirido por um valor significativamente inferior ao preço de mercado.

Enfim, após muita polêmica, discussão e audiências públicas, a compra do prédio do ex-hotel Beira Mar foi aprovada (no aperto) na Câmara dos Vereadores. Um acordo com a Mitra Diocesna de Osório (que vendeu um grande lote na área Central de Torres, terrenos que haviam sido doados num passado remoto) ainda destinaria para a Prefeitura a verba para as reformas necessárias (ou boa parte desta verba). E atualmente,   um ano e meio se passou da compra, mas a prefeitura continua instalada em sua antiga sede, na rua Alfiero Zannardi, com várias secretárias municipais espalhadas por prédios alugados na cidade.

A reforma anda morosamente, mas recentemente voltou a ativa com mais í­mpeto. Segundo informou ao jornal A FOLHA o secretário de Planejamento Carlos Cechin (no final de Junho) a reforma do prédio era um processo burocrático e complexo, que até a instalação da prefeitura nolocal seria feito em quatro etapas: estrutural, elétrica, dos elevadores e de informática.

 

Comitiva visita o prédio

 

E na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, um grupo formado pela prefeita Ní­lvia Pinto Pereira, vereadores da situação, secretários e muní­cipes visitaram as instalaçíµes do futuro Centro Administrativo de Torres. De acordo com nota da prefeitura (lançada no site oficial), todos ficaram satisfeitos com a avaliação das reformas realizadas até o momento, sendo frisado pelos presentes o bom negócio realizado, sabendo-se que o imóvel já valorizou muito. Já a prefeita Ní­lvia teria dito que foi um grande negócio, quem diz é quem constrói na cidade e entende de imóveis, geraçíµes e geraçíµes poderão aproveitar esta compra afirmou Ní­lvia.

O empresário Eraclides Maggi, responsável pela reforma, agradeceu a colaboração dos técnicos envolvidos no trabalho e esclareceu que por medida de economia vão se concentrar nos quatro primeiros andares, finalizando a parte elétrica, hidráulica e sanitária, incluindo piso e gesso, terminando também a coluna central do prédio até o último andar. Com esta decisão os trabalhos serão agilizados, e a data para utilização do prédio estará mais próxima, disse o empresário.

 

Falha de comunicação? Oposição reclama

 

Segundo a prefeita, esta visita ao futuro centro administrativo é uma demanda que partiu de um pedido da Câmara de Vereadores, através da comissão responsável pelo acompanhamento das obras. O problema é que os vereadores que efetivamente compíµem a comissão – Jailton ˜Nego™ Miguel, Alessandro Bauer e Gisa Webber   “ não estavam presentes. Apenas os parlamentares da situação – Dê Goulart, Davino Lopes, Ernando Elias, Jeferson Santos e Maria de Lurdes Fippian “ participaram da visita.

O vereador Dê Goulart salientou, que apesar das crí­ticas de parte da população (e do legislativo) mantém seu parecer favorável a compra do imóvel, bem como sua utilização, pois o custo benefí­cio do mesmo vai provar que foi um excelente negócio. Ele salientou que a ausência dos vereadores que fazem parte da comissão atrapalha a avaliação que poderiam ter feito, verificando o que já foi realizado, sem ligar para falatórios que atrapalham o trabalho da administração municipal.

Porém, o vereador Alessandro Bauer mostrou indignação com o fato de não ter sido informado da realização da visita. Não nos convidaram claramente para omitir ao povo o que realmente está acontecendo, quer dizer, o que não está acontecendo (a reforma). Mais uma vez a prefeitura mente para o povo e para si mesmos.

Já o vereador Nego, o presidente da Comissão dos Vereadores para acompanhar as obras,

 informa que teria havido um erro de comunicação por parte da prefeitura (que muito informalmente avisou que haveria uma visita ao prédio na terça-feira, quando esta acabou acontecendo na quarta), e que a comissão está a disposição “ e com vontade “ de fazer uma checagem no andamento das obras no prédio. O problema é que a comissão não consegue sequer entrar no ex-hotel Beira Mar, a prefeitura está complicando esta nossa visita. Alguns meses atrás, chegamos a ir até a prefeitura atrás das chaves, mas nos disseram que não sabiam onde ela estava, indicou Nego

 


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