Operação de combate í  pirataria flagra 59 pontos com produtos ilegais no Litoral Norte

11 de fevereiro de 2010

Mais de 15 toneladas de roupas e acessórios falsificados foram apreendidos em Torres, Capão da Canoa e Tramandaí­

   

Uma operação de combate í  pirataria no Litoral Norte mobilizou Ministério Público, Polí­cia Civil, Brigada Militar e Polí­cia Federal. A ação, denominada Operação Corsário, foi deflagrada em Torres, Capão da Canoa e Tramandaí­. Ao todo, mais de 300 pessoas atuaram nas praias para identificar e flagrar comércio de produtos ilegais na região na tarde de terça-feira (9)

Os agentes cumpriram 58 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais. Foram apreendidas mais de 15 toneladas de peças de vestuário e acessórios falsificados, de diversas marcas nacionais e internacionais. Além destes 58 locais, mais um depósito foi localizado na garagem de um condomí­nio, em Capão da Canoa. A unidade armazenava produtos vendidos em diversas lojas de propriedade de chineses e coreanos, no centro do Municí­pio. Em um dos estabelecimentos, um fundo falso atrás de um espelho também escondia diversas mercadorias falsificadas.  

 

Domí­nio de imigrantes orientais

Os produtos que ingressam ilegalmente no paí­s são distribuí­dos e revendidos por imigrantes orientais. Esta rede é articulada pelo crime organizado, e é utilizada também para financiar atividades ilegais, ressalta o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski, que acompanhou a operação. Ele lembra que, muitas vezes, estes produtos são fabricados por mão-de-obra escrava e com matéria-prima de origem duvidosa, o que pode causar, inclusive, danos í  saúde.  

 Também participaram da operação os promotores de Luí­s Felipe de Aguiar Tesheiner, Marcelo da Costa Petry, Fábio Costa Pereira, e a procuradora Maria Cristina Cardoso Moreira de Oliveira.  

Trinta e um chineses e coreanos foram identificados pelas Polí­cias Civil e Federal. Ninguém foi preso. Ao todo, 71 pessoas assinaram termos circunstanciados, e deverão se apresentar í  Justiça no dia 24 de fevereiro, quando será realizada uma audiência para que os vendedores prestem depoimento.

Em Torres, além de produtos falsificados, também foram apreendidos computadores, notebooks e celulares, que serão encaminhados para perí­cia. As roupas, calçados e acessórios serão descaracterizados e, posteriormente, doados para entidades assistenciais e famí­lias carentes.

   Fonte: Agência de Notí­cias do MP/RS


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