Astrofotógrafo local volta a registrar raros ‘red sprites’ no céu de Torres

Registros foram feitos por Gabriel Zaparolli no último sábado (18). Fenômeno raro é difícil de ser capturado pois é muito rápido, com duração de 3 a 10 milissegundos.

Foto: Gabriel Zaparolli/Divulgação
22 de abril de 2026

Luzes vermelhas iluminaram o céu de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O fenômeno raro é difícil de ser capturado, pois é muito rápido, com duração de 3 a 10 milissegundos. Porém, no último sábado (18), o astrofotógrafo Gabriel Zaparolli conseguiu fazer fotos do “red sprite” a quase 1 km de distância da tempestade, que aconteceu em alto-mar.

Zaparolli, que é integrante da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) e observa esse tipo de fenômeno há mais de 9 anos, classifica a experiência como “um espetáculo raro e altamente dinâmico”. O fotógrafo conta que avistou mais de 25 sprites.

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“A linha de tempestades estava a aproximadamente 870 km do meu ponto de observação, em Torres. De acordo com artigos científicos sobre Eventos Luminosos Transientes, esse tipo de cenário pode permitir a detecção de sprites a distâncias próximas de 1000 km, algo que, na prática, exige alinhamento quase perfeito entre atmosfera, visibilidade e atividade elétrica”, destaca Zaparolli (em matéria para o g1 RS).

A Climatempo Meteorologia explica que os “red sprites” são enormes descargas elétricas de cor vermelha acima do topo das nuvens. Esses flashes vermelhos acontecem na mesosfera, a uma distância de até 80 km do solo. Além disso, podem ter um diâmetro de até 50 km.

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“Utilizei uma câmera e uma lente ultra sensível luz para poder capturar com sucesso esses eventos que tem duração de milissegundos. Basicamente um piscar de olhos e você pode perder de vista”, afirma o fotógrafo.

Foto: Gabriel Zaparolli/Divulgação

 

Os sprites geralmente são observados à noite, devido à baixa luminosidade. Eles são um dos raros Eventos Luminosos Transitórios (TLEs), que causam efeitos ópticos na média e alta atmosfera de campos eletromagnéticos de nuvens de tempestade.

 

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Publicado em: Meio Ambiente






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