Foi novamente pauta da sessão da Câmara de Vereadores de Torres a questão dos atrasos de pagamento por empresas terceirizadas – contratadas pela prefeitura para realizar serviços diversos de atendimento à população. Desta vez, vários vereadores se manifestaram sobre o tema durante seus pronunciamentos de tribuna na reunião ordinária realizada na segunda-feira (9 de março).
No mesmo dia, alguns funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços para a municipalidade de Torres realizaram uma manifestação em frente ao Centro Executivo, exatamente para cobrar o pagamento em dia de seus vencimentos.
O primeiro depoimento sobre o assunto veio do vereador Moisés Trisch (PT), em seu segundo mandato na Câmara, tradicional defensor dos direitos formais de trabalhadores. Ele disse estar decepcionado com a postura do governo Delci Dimer perante os casos que têm acontecido, por permitir que terceirizadas atrasem os salários de funcionários, questão que gerava muitas reclamações e pedidos de providência na gestão passada (ocasião em que Moisés era oposição). Problemas que, conforme indica Moisés, “se repetem agora”.
Em ao menos um dos casos passados, tais atrasos acabaram tendo ações judiciais (determinando a penhora de créditos presentes e futuros da empresa Du Zé, em 2025).
Prefeitura estaria atrasando como forme de pressão
O vereador Rafael Silveira (PSDB) também citou a atual falta de pagamento de funcionários que integram os quadros de empresas terceirizadas em Torres. Inclusive, disse ter conhecimento de casos que as pendencias são financeiramente grandes se comparadas com o capital de giro das empresas, o que sugeriria riscos maiores. Rafael também afirmou que a prefeitura tem atrasado pagamento de notas a essas mesmas empresas, atrasos que estariam chegando a até 50 dias, quando os empresários estariam demandando o contrário: pagamento dos contratos em dia para que, com os recursos, eles possam pagar os funcionários em atraso. O vereador do PSDB finalizou afirmando que pensa que o Governo Municipal deveria realizar urgentemente mudanças em seus quadros de servidores para evitar esses tipos de desajustes.
Vereador diz que “Não estaria faltando dinheiro nos cofres públicos”
Já o vereador Rogerinho (PP), diz pensar que “são graves os relatos denunciados por colegas anteriormente”. E sugeriu que se examine melhor onde estão os erros porque, conforme levantou, “parece que dinheiro existe em disponibilidade do governo”.
O presidente da Câmara, Igor Beretta ironizou a situação sugerindo que “basta os empresários transferirem o CNPJ para a cidade de Taquara, que essas passariam a receber em dia” (Taquara é a cidade do procurador geral da prefeitura – essa é a ironia). E aproveitou para afirmar que o MDB possui quadros completos em Torres para atender o governo caso o prefeito chame o partido para suprir os servidores que estariam em vias de serem substituídos (como teria dito na imprensa), citando inclusive nomes de pessoas do quadro partidário.
Zé Milanez (PL) também falou sobre o assunto. Citou nomes de empresas que estariam na mesma situação (sem receber em dia da prefeitura porque não estariam pagando em dia seus funcionários). E acha que estaria havendo “uma bateção de cabeça” dentro do governo, o que seria a causa dos eventuais erros. (* editado por Guile Rocha)
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