História do bairro SÃO JORGE, em Torres (RS)

A construção do salão comunitário aconteceu por um grupo de católicos, que junto a associação de moradores, sentiu o desejo de ter um local para a comunidade se reunir

4 de junho de 2026
A VOZ DOS BAIRROS - Por Dani dos Santos Pereira

O São Jorge iniciou como uma comunidade rural que foi se desenvolvendo por grupos familiares, onde filhos foram contraindo matrimônio e formando novas famílias.  Com a sucessão familiar, houve partilhas com a divisão das terras criando uma vila familiar a direita de quem entra na cidade, no alto do morro da usina, iniciando um aglomerado. E em 1983, com as ações de reintegrações de posses nos bairros Getúlio Vargas e São Francisco, houve transferências de famílias para a vila. Nesta época,  a prefeitura construía dezenas de casas com apoio do governo através da Legião Brasileira de Assistência – LBA, que devido as desapropriações nos bairros vizinhos e dos desalojados no município pela enchente, sofreram invasão, assim formando a comunidade do São Jorge.

Em 19/09/1990 foi fundada a Associação de Moradores do Bairro São Jorge, onde a Senhora Rosana de Melo Santos foi a primeira Presidente, que tinha como bandeira a reivindicações diversas para a localidade, começando a história do Bairro em Torres, RS. A luta por melhoria continua. E  em 1992, o Presidente Ademir Brum da Silveira lutou e conseguiu junto a prefeitura a construção de uma casa de acolhimento para pessoas em vulnerabilidade, que ficou conhecida como “O Casarão”. No mesmo o mesmo presidente recebeu a notícia de que a família Godinho doaria um terreno para a construção de uma capela, quando em 1993 a doação foi concretizada pelo Sr. Nicanor Godinho e família. O desenvolvimento veio com à criação da Comunidade Santo Antônio, que foi inaugurada em maio de 1995, com a ajuda do prefeito Clóvis Webber Rodrigues e do padre Adelino Baungartner.

Em 2000, foi implantado no bairro o loteamento popular Vista Nobre, na gestão do prefeito Cesar Cafrune, onde a Secretaria municipal de Ação Social era a responsável pela seleção dos contemplados, e o Secretário municipal e então  também Vereador Dani dos Santos Pereira fez o assentamento dos moradores em vulnerabilidade que estavam no Casarão de forma fixa e prefeitura vinha bancando as despesas mensais de água e luz, o que  causava muitos transtornos  a comunidade do bairros devido a desavenças e brigas entre os usuários do Casarão.

A associação de moradores passou a usar as dependências do Casarão para suas atividades e reuniões. A prefeitura realizou melhorias no local e, em 02/07/2009, aconteceu a Fundação da Creche São Jorge, localizada na Rua Santa Maria, Nº 1005. A instituição é uma ONG que oferece serviços educativos e apoio a serviços municipais. A creche é conhecida como Escola Municipal Educacional Infantil São Jorge, que oferece um ambiente de aprendizado para crianças na pré-escola e creche, com infraestrutura adequada para o desenvolvimento infantil.

A construção do salão comunitário aconteceu por um grupo de católicos, que junto a associação de moradores, sentiu o desejo de ter um local para a comunidade se reunir. Assim,  o Salão Comunitário foi inaugurado em maio de 1995, e a primeira festa do padroeiro foi nos dias 01 e 02 de julho do mesmo ano. Muitas pessoas passaram pela coordenação da presidência da Associação e do Salão Comunitário. Em 2005 Padre Hilário incentivou o presidente Paulo Souza (2004) e o tesoureiro Jucimar, a dar início a construção da capela, em junho de 2007. A inauguração foi em junho de 2009, durante a festa de Santo Antônio.

A primeira infraestrutura de reservatório provisório instalada no ponto mais alto do loteamento ocorreu dentro desse período de transição dos anos 2000, impulsionada pela necessidade de bombear e armazenar água para abastecer as primeiras moradias que surgiam na parte alta do bairro São Jorge. Já a caixa d’água principal do bairro São Jorge, em Torres, foi inaugurada e entrou em funcionamento pela Corsan no segundo semestre de 2014, com o objetivo de melhorar a pressão e o abastecimento de água na região.

Em 2010, A Unidade Básica de Saúde (UBS) original começou a operar como um posto de atendimento comunitário local para dar suporte aos moradores, que passaram a contar com atendimento médico integral nos turnos da manhã e da tarde. Esta consolidação e a ampliação definitiva dos serviços aconteceram durante a gestão do prefeito João Alberto Machado Cardoso.

O bairro São Jorge passou por importantes transformações estruturais impulsionadas por investimentos em pavimentação, saneamento, saúde, desporto e habitação social. Conta com um o Complexo Esportivo Valter Mirim, com investimentos voltados ao lazer, integração dos moradores e incentivo à prática do futebol amador. Acontece ainda no bairro a Regularização Fundiária – REURB, onde moradores envolvidos estão ansiosos pela demora de mais de quatro (04) anos, mas aguardam a concessão dos títulos de propriedade oficiais. Essa demora na regularização fundiária afeta diretamente a vida das pessoas, impedindo-as de acessar serviços básicos e de ter a plena posse de seus imóveis. A regularização fundiária é um tema sensível e de grande impacto social, pois garante dignidade e segurança jurídica a centenas de famílias.

 

 




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