OPINIÃO – PARTICIPAÇÃO POPULAR EM TORRES

Entre as ações necessárias, é preciso fortalecer associações e representantes dos bairros, retomando um Conselho Geral da União das Associações de Moradores de Torres (UAMTOR

22 de maio de 2026
Coluna de Dani dos Santos Pereira - A FOLHA - Torres - RS

As entidades representativas das comunidades de Torres foram aos poucos sendo excluídas, e em duas décadas criou-se um abismo entre o poder executivo e as Associações de Moradores. Temos notado o esforço do Prefeito Delci, mas não é só sua boa vontade que precisa… Se faz necessário a atitude da Prefeitura como um, todo se aproximando dos bairros. Quantos trabalhos, atividades e sonhos ficaram para trás com esse abismo que se abriu entre Prefeitura e comunidades?

Entre as ações necessárias, é preciso fortalecer associações e representantes dos bairros, retomando um Conselho Geral da União das Associações de Moradores de Torres (UAMTOR), que tinha a participação direta dessas representações na definição do que seria colocado no orçamento de cada ano vindouro. A utilização de espaços de cultura e esporte dos bairros, levando o aprendizado e estimulando a convivência das pessoas em torno de atividades prazerosas e saudáveis ao corpo e à mente, outra.

O uso das escolas municipais para atividades monitoradas aos finais de semana, atendendo às comunidades, seria mais uma forma de alavancar a demanda reprimida.

Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Municipal, com autonomia para receber demandas, reclamações e elogios para levar essas mensagens de forma crítica à administração, mais uma. É preciso integrar a Ouvidoria ao departamento de Tecnologias de Informação, de forma a fazer chegar a todos a palavra da população, com mais EFICIÊNCIA E TRANSPARÊNCIA;

Para que as tecnologias sirvam à população, é preciso que seja oferecida capacitação, também ao cidadão, para acessar os meios virtuais já existentes e a serem criados (como aplicativos que ajudem a monitorar pedidos dos moradores), através de campanhas/tutoriais.

Fortalecer elos de comunicação em Torres, através das redes sociais e do audiovisual, com um trabalho de “dar voz” aos bairros, em todos os setores, desde as demandas de seus moradores e aos potenciais culturais e desportivos, também seria importante.

Atender representantes do terceiro setor com assistência em várias áreas e cursos de capacitação de lideranças comunitárias; valorização do trabalho do líder comunitário e a ampliação dos trabalhos como assessoria jurídica e administrativa, valorizando as pessoas que de forma voluntária promovem o desenvolvimento das cidades; fortalecer, reativar e aumentar a participação da população junto às associações de moradores para garantir que os cidadãos tenham pleno acesso aos serviços públicos oferecidos pela administração municipal, também cabem em um programa de ativação da voz dos bairros.

São ideias para valorizar o movimento comunitário torrense como prioridade (porque são eles que levam a prefeitura os anseios dos moradores), para planejar as ações e contemplar a comunidade com aquilo que é mais importante; Facilitar a participação da população organizada, fortalecendo o contato direto, tendo assim uma relação de confiança institucional, outras das tantas formas para reativação da relação bairro e municipalidade.

A Participação Popular é a prática essencial para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Os governos que incentivam a participação cidadã tendem a ter maior legitimidade e confiança da população. Além disso, políticas públicas que resultam de processos participativos são frequentemente mais bem recebidas e eficazes, pois refletem as reais necessidades e desejos da comunidade. Portanto, a Participação Popular não é apenas uma questão de direito, mas uma estratégia eficaz para a governança. Ela deve ser vista como um processo contínuo e dinâmico.

À medida que as sociedades evoluem, as formas de participação também devem se adaptar às novas realidades e desafios. É essencial que tanto os cidadãos quanto os governantes estejam abertos ao diálogo e à inovação, buscando sempre maneiras de aprimorar a participação e garantir que todos tenham a oportunidade de contribuir para o bem comum.

Por fim, o governo não funciona sem a participação popular, pois, muito é decidido através dos conselhos, que dão sustentação a toda administração




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