Estudantes da Ulbra Torres realizaram manifestação contra extinção de coordenadorias acadêmicas locais

Na segunda-feira (06), mais de 100 acadêmicos da Ulbra Torres participaram de um ato dentro do campus para cobrar explicações sobre a decisão da mantenedora de extinguir as coordenações acadêmicas locais, através da criação da Coordenação Nacional de Cursos

9 de julho de 2026

Na última segunda-feira (06 de julho), mais de 100 acadêmicos da Ulbra Torres participaram de um ato dentro do campus para cobrar explicações da direção da instituição sobre a decisão da mantenedora de extinguir as coordenações acadêmicas locais, através da criação da Coordenação Nacional de Cursos.

Segundo os alunos, a mobilização teve início após a destituição dos coordenadores da unidade, no dia 2 de julho de 2026, decisão que, de acordo com os estudantes, ocorreu sem diálogo com a comunidade acadêmica.

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Conforme o presidente do Centro Acadêmico do Curso de Direito da Ulbra Torres,  Bruno Boff, a decisão da Ulbra resume-se a uma coordenação central para todas as coordenadorias acadêmicas, que a principio poderá ser em Canoas. “A coordenação tem um papel muito importante no repasse de informações e na acolhida do estudante e com esta centralização o maior prejudicado é o próprio estudante que não terá o atendimento imediato e de qualidade.”, disse ele.

O Centro Acadêmico da Psicologia em Torres se manifestou nas redes sociais. “Nós, do Centro Acadêmico de Psicologia, sabemos o quanto essa mudança pode impactar a nossa formação. Contar com uma coordenação presente no nosso campus, que conhece a realidade do curso e acompanha de perto as demandas dos estudantes, faz toda a diferença no dia a dia acadêmico. Esse vínculo facilita o diálogo, fortalece o suporte aos alunos e contribui para a qualidade da nossa formação.” Os manifestantes também relatam preocupação com questões relacionadas à infraestrutura da universidade, à saída de professores e ao valor das mensalidades.

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Os estudantes ressaltam que o movimento foi pacífico e afirmam que o objetivo é cobrar respeito, transparência, diálogo e investimentos que priorizem a qualidade do ensino. Além de Torres, também ocorreram manifestações nos campus de São Jerônimo, Cachoeira do Sul e Palmas no Tocantis.

 

Posicionamentos da Ulbra frente a questão

Representando a Ulbra, o presidente comercial da instituição, Jackson Trindade, defendeu a decisão da mantenedora e afirmou que a mudança foi tomada pensando na melhoria da formação dos estudantes. Jackson explicou que haverá um coordenador nacional para cada curso e que as unidades continuarão contando com equipes de apoio. Também afirmou que um cronograma detalhando o funcionamento da nova estrutura seria apresentado aos estudantes.

O diretor da Ulbra Torres, Diego Antônio Viana Gomes, afirmou que as reivindicações apresentadas pelos acadêmicos serão levadas à presidência da instituição.

 

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Publicado em: Educação






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