Aprovado na sessão plenária de terça-feira (30/6) da Assembleia Legislativa do RS, o Projeto de Lei nº 333/23, de autoria do deputado Gustavo Victorino (Republicanos), torna obrigatória a presença de guia de turismo profissional em excursões de turismo com mais de 16 pessoas que tenham origem ou destino o Rio Grande do Sul, bem como para o turismo interno, com exceção de atividades educacionais, esportivas, religiosas e fretamentos privados.
A proposta tem como objetivo garantir segurança e orientação adequadas aos turistas, além de contribuir para a proteção das áreas de preservação ambiental. “O guia de turismo é um profissional preparado para situações de emergência, apto a oferecer segurança e turismo de qualidade, e deve ser reconhecido e respeitado no Rio Grande do Sul, principalmente por proporcionar uma oportunidade única de lazer, enriquecimento cultural e educacional, fortalecendo assim a atividade turística gaúcha”, argumentou o parlamentar, na tribuna. A matéria segue para sanção do Governador.
Em Torres, lei deve melhorar a qualidade do turismo e mecanismos de segurança
A FOLHA Torres entrou em contato com o secretário de Turismo de Torres Gabriel Melo, para saber os impactos dessa lei no perfil de turismo que frequenta a cidade, principalmente na temporada de verão através de excursões enviada por ônibus para a cidade. E para saber se a prefeitura irá fiscalizar o cumprimento desta lei, mesmo ela sendo estadual.
Conforme Gabriel, a equipe da Secretaria de Torres considera a medida positiva para o desenvolvimento do turismo local. Além de moradores e turistas ficarem mais bem informados sobre a realidade local e cuidados básicos em seus passeios – por conta de haver o guia nas excursões, as experiencias podem ser mais bem aproveitadas, justamente poque o guia sabe bem quais os atrativos dos destinos e passam essa experiência aos clientes das viagens de lazer.
Ainda segundo o Secretário Municipal de Turismo, a segurança dos moradores, veranistas e operadores de serviços turísticos de Torres (e de todas as cidades que operam a atividade profissionalmente) vão usufruir de mais segurança no que se refere ao atendimento e recepção ao público, já que baderneiros e pessoas mal intencionadas que buscam excursões para realizar intentos criminosos vão ser praticamente impedidos de assim o fazerem, por conta da existência de um profissional que filtra essa possibilidade.
Quanto à fiscalização, Gabriel afirmou que a equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Turismo irá colocar essa nova realidade nas abordagens, já que se trata de interesse local a sua obediência, mesmo que a matéria seja estadual.







