Metas fiscais do segundo quadrimestre da prefeitura de Torres apresentam equilíbrio

Despesas do período foram menores que as receitas, o que projeta prudência administrativa. Limites da lei de responsabilidade também foram respeitados

5 de outubro de 2026

Na  semana passada, aconteceu a obrigatória audiência pública realizada pela Casa Legislativa de Torres para que a prefeitura apresente os resultados das metas fiscais do orçamento público de 2026. Desta feita se tratou do segundo quadrimestre do ano (referente ao período de janeiro a agosto, 66% do período anual)

A Receita Orçamentária Consolidada total, que corresponde ao somatório das receitas correntes e de capital excluída as deduções para o FUNDEB, tributárias e outras receitas, foi prevista na Lei de Orçamento para o exercício de 2026 no montante de R$ 415.000.000,00. Já a receita efetivada no período de janeiro a agosto de 2026 foi de R$ 290.716.273,08, tendo sido arrecadado, portanto 70,05% da meta anual.

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Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria

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A Receita de Impostos, Taxas e Contribuição de Melhorias DIRETAS dos contribuintes municipais atingiu, ao final do quadrimestre em análise, o montante de R$ 104.095.367,41, que, confrontada com a previsão constante na programação financeira de R$ 143.506.953,96, representa uma realização de 72,54% da projeção estimada para o ano.

O IPTU arrecadou 73,90% da projeção anual, ou seja, está previsto o ingresso de R$ 65.728.876,14.

O ITBI arrecadou 65,00% da projeção:  R$ 13.774.555,65.

Em relação ao ISSQN, a arrecadação no período foi de R$ 14.048.992,02, o que representa 67,87% da projeção anual.

As taxas apresentaram o ingresso de R$ 16.210.916,82 contra uma projeção anual de R$ 19.814.727,68, arrecadou-se, portanto, 81,81% do valor anual previsto para o exercício de 2026.

 

Transferências Correntes

No grupo das Transferências Correntes da União, o item mais significativo no orçamento de Torres refere-se às transferências constitucionais do Fundo de Participação dos Municípios – FPM –, que realizou R$ 31.834.101,52 no período, correspondendo a 61,75% da. projeção anual de R$ 51.551.280,00.

O  I C M S (Repasse estadual) realizou R$ 13.800.184,97 no período, correspondentes a 68,01%, da projeção anual da arrecadação de R$ 20.291.216,00.

A cota – parte do I P V A (estadual), realizou R$ 7.639.258,12 correspondentes a 74,70% da projeção para o exercício financeiro de R$ 10.227.134,40.

 

 DESPESAS

As Despesas liquidadas do ano até agosto de 2026 totalizaram R$ 207.954.989,64, valor equivalente a 50,11% da previsão inicial para o ano de R$ 415.000.000,00.

 

QUADRO 7 – RESULTADO ORÇAMENTÁRIO (TODAS AS FONTES DE RECURSOS), INCLUÍNDO O RPPS.

Receita Realizada Programada no Exercício Realizada no Período
(1) Receita Total 415.000.000,00 290.716.273,08

 

Despesa Liquidada Programada no Exercício Realizada no Período
Despesas Correntes                   318.991.174,84 195.874.505,98
  Pessoal e Encargos Sociais 209.024.576,39 137.124.948,81
  Juros e Encargos da Dívida 4.000.000,00 3.032.719,12
  Outras Despesas Correntes 105.966.598,45 55.716.838,05
Despesas de Capital 71.616.462,31 12.080.483,66
  Investimentos 62.666.366,64 5.387.117,89
  Inversões Financeiras 965.350,00 1.385.000,00
  Amortização da Dívida 7.984.745,67 5.308.365,77
(2) Despesa Total 390.607.637,15 207.954.989,64
Resultado Orçamentário (1-2) 24.392.362,85 82.761.283,44

 

DESPESA DE PESSOAL E LIMITES DA LRF  – A Despesa de Pessoal total – calculada conforme metodologia adotada pelo Tribunal de Contas do Estado do RS – considerando os poderes executivo e legislativo de Torres, item mais significativo no conjunto das despesas fiscais, em relação à Receita Corrente Líquida dos 12 últimos meses (ou seja, setembro de 2025 a agosto de 2026) está abaixo do limite prudencial da lei (57,00%), apresentando, respectivamente, o limite de comprometimento de 50,02% (Vide RGF – TCERS) para o Executivo e de 1,85% para o Legislativo.

 

DESPESA COM MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO – As despesas líquidas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino e FUNDEB, acumuladas no período, após os ajustes legais, totalizaram R$ 27.217.944,42, o que corresponde a 17,66% da Receita de Impostos e Transferências. Observa-se, nesse caso, que o Município, no exercício corrente, atendeu 19,18%, abaixo do limite mínimo de 25,00% estabelecido pela Constituição Federal.

 

DESPESA COM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE – Os gastos líquidos com saúde atingiram o montante de R$ 33.401.797,66, o que corresponde a 22,01% sobre a Receita Líquida de Impostos e Transferências. Observa-se, portanto, que o município de Torres, no exercício corrente, atendeu 22,01%, acima do limite mínimo de 15% estabelecido na Emenda Constitucional nº.  29/2000

 

QUADRO 11 – DEMONSTRATIVO DA DÍVIDA CONSOLIDADA.

 

ESPECIFICAÇÃO SALDO ANTERIOR DEZ/25 SALDO ATUAL-AGO/26
Obrigações a Pagar    
     
POE/PIMES BADESUL 0,00 0,00
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL FINISA 12.216.578,25 18.034.855,66
PROG BADES PIMES PRODETUR 9.671.628,18 9.282.818,98
BANRISUL – SANEAMENTO BÁSICO 467.974,75 255.366,78
PRÓ-TRANSPORTE – PAC 2 4.046.897,18 3.796.246,72
Parcelamento RPPS – Lei nº. 4140/2008 842.612,75 572.976,67
Precatórios 63.452.165,19 72.776.349,67
     
Total da Dívida Consolidada 90.697.856,30 104.718.614,48
Total Pago no Exercício
  5.308.365,77

 

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Publicado em: Política






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