A SAÚDE TORRENSE EM PAUTA – Entrevista com a secretária Karla Mattos

23 de janeiro de 2015

 

 

O Padre Leonir conversou com a secretária municipal de Saúde de Torres, Karla Matos, em entrevista transmitida pela Rádio Maristela AM . Entre os assuntos em pauta as obras do Posto Central e o aumento dos focos de dengue em Torres e região

 

Por Guile Rocha*

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Durante  entrevista concedida para o Padre Leonir, a secretária Karla Mattos indicou que – ao contrário do que muitos devem imaginar – a demanda pelos serviços de saúde é mais baixa na temporada de veraneio do que durante a baixa temporada em Torres . Segundo ela, "a marcação de consultas diminuí­ consideravelmente, ainda que o pronto atendimento (que engloba os serviços de emergência) tenha mais trabalho".

No programa Revista Maristela, Karla fez um alerta que se sobressai no verão, em relação ao aumento de focos de mosquito da dengue em Torres (mais de 10 focos em pouco mais de um mês)   e Passo de Torres (quase 30 focos em 2014) . Em 2014, foram confirmados no Estado 87 casos de dengue, sendo 45 autóctones, ou sejam contraí­dos no próprio local, e 42 casos ‘importados’. " Lembramos a importância de fiscalizar as suas residências e retirar a água parada dos locais que possam ser foco de dengue.

 

Reforma do Posto Central e Posto na Vila São João

 

A secretária da Saúde de Torres falou também acerca da reforma do Posto Central de Saúde, que está ocorrendo atualmente. Em decorrência das obras, os atendimentos ambulatoriais (clí­nica médica, traumatologia, marcação de consultas básicas, etc) foram relocados para a Unidade de Saúde Zona Sul (localizada na rua Inácio Santos de Matos, 845, ao lado da Escola Zona Sul). O jornal A FOLHA recebeu recentemente algumas reclamaçíµes, vindas de profissionais que trabalham na Unidade de Saúde Zona Sul e de pacientes lá atendidos, de que o local estaria abafado e precisando ar condicionados – principalmente nos dias de calor sufocante que acometeram a cidade no começo de janeiro.

E a honesta Karla Mattos assumiu que haviam algumas reclamaçíµes quanto as instalaçíµes da Unidade Zona Sul, e que talvez novas reclamaçíµes ocorram quando o Pronto Atendimento for temporariamente transferido do Posto Central para a UBS no Complexo do Torrense (Av. do Racho 980, nos fundos do CAPS),   o que deve ocorrer até o final de janeiro. Contudo,  a secretária pediu paciência para a população e lembrou que a reforma do Posto Central não deve durar muito tempo. "Na verdade, as obras estão ocorrendo com rapidez, e talvez (se as condiçíµes climáticas ajudarem) dure até menos do que os seis meses inicialmente previstos. E valerá a pena, pois teremos um Posto Central com instalaçíµes melhoradas, mais confortáveis e modernas".

Já a UBS Padre Luiz Benini (na Vila São João), que passa por reforma e ampliação já a algum tempo,   deve ficar em obras por mais uns 90 dias até ser reaberto.

 

Questão dos medicamentos

 

Outra questão abordada foi relativa a falta de medicamentos fornecidos pela rede pública de Saúde, um problema que causou certa preocupação em Torres principalmente no final de 2014.  Mais uma vez, Karla foi transparente: "A verdade é que no final de ano estávamos com falta de verba para comprar todos os remédios demandados. í‰ claro que isto é um problema na saúde, onde tudo é para ontem: a necessidade de remédios, de consulta, de transporte. Mas são problemas que eventualmente acontecem", indicou a Secretária Municipal da Saúde, que complementou. "Felizmente,   recebemos R$ 200 mil repassados pela Câmara dos Vereadores, através do ex-presidente Deomar Goulart. E com a virada de ano temos um novo orçamento, fizemos nova licitação e agora está sanado o problema de falta de medicação".

 Karla Mattos faz também um apelo para a população, pedindo que as pessoas se conscientizem que o medicamento adquirido junto a   Saúde Municipal é para ser consumido, e não para ser repassado para familiares e amigos ou estocado em casa. "Mas a informatização da saúde municipal (que está em processo de implementação) nos dá esperança de que seja otimizado o controle dos medicamentos por pessoa, a quantidade que está saindo e quais os medicamentos mais necessários".

 

Balanço do Janeiro Azul e fechamento da Farmácia Popular

 

Na conversa com o Padre Leonir, a secretária Karla ainda fez um balanço da campanha Janeiro Azul , que basicamente oferece horários estendidos nas terças-feiras (das 17h30 as 20h30) para prestação de exames para homens, que tradicionalmente tem menos cuidado com a própria Saúde. "Tivemos cerca de 160 atendimentos até o momento (terça-feira,20), sendo 55 no Posto Central e outros 100 nas unidades do ESF (Estratégia Saúde da Famí­lia). Os atendimentos não demoram muito tempo, entre 20 e 30 minutos, e servem para fazer um check-up básico (com exames de HIV, Hepatite e Sí­filis, por exemplo). E entre os homens atendidos, percebe-se que muitos estão se preocupando mais com hábitos saudáveis, como levantar cedo e praticar exercí­cios fí­sicos".

Quanto ao fechamento da Farmácia Popular de Torres por tempo indeterminado, a Secretária Municipal da Saúde relembra que há problemas burocráticos para conseguir uma autorização de atividade, junto ao Ministério da Saúde e da Fundação Osxaldo Cruz   (Fiocruz ). "Para voltar a operar, a Farmácia popular precisa de reformas, liberação de alguns alvarás, etc. Mas lembramos que várias redes de farmácia na cidade prestam o mesmo atendimento da farmácia popular, oferecendo medicamentos a preços mais baixos (basta perguntar para os atendentes destas farmácias)".

 

*Adaptado de Maristela AM

 

 


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