Acidente fatal na entrada de Torres e a busca por MAIS SEGURANí‡A no local

2 de abril de 2015

 

 

 

Por sorte, este acidente de sexta-feira (29) não acabou em tragédia na Castelo Branco…

mas na noite seguinte, um homem morreu atropelado, nas proximidades do local (FOTO: Roniel Lummertz)

 

 

Por Guile Rocha

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Trechos da RS-389 e da Av. Castelo Branco, porta de entrada para Torres, continuam sendo cenário para acidentes que preocupam a sociedade.  Na noite de sexta-feira (29), dois veí­culos em alta velocidade chocaram-se um contra o outro na Av. Castelo Branco, e o resultado foi que um deles chocou-se contra um poste (conforme a foto), e outro invadiu a pista contrária. Felizmente, houve apenas danos materiais. Nenhum dos dois estava embriagado, mas testemunhas informam que não possuí­am carteira.

Já a noite chuvosa do último sábado (30) ceifou mais uma vida no trânsito: Vladimir Miranda de Oliveira, 39 anos, morador do Bairro São Jorge, foi atropelado por volta das 20:00 deste sábado na descida do perigoso trecho da RS-389 (continuação da Avenida Castelo Branco em Torres). Segundo boletim registrado na Delegacia de Polí­cia Vladimir subia a avenida em direção ao bairro Centenário, quando uma moto bateu nele, ocasionando ainda a queda do motoqueiro (jovem morador de Três Cachoeiras) e do caroneiro. Testemunhas afirmam que o homem atropelado levantou-se, abrindo os braços para sinalizar. Mas um outro veí­culo (Celta Vermelho de Torres) também atingiu a ví­tima, e na sequência uma camionete Amarock (de cor indefinida) bateu no homem arrastando-o por aproximadamente 80 metros, para depois fugir do local. Até a noite de quarta-feira (01), a Delegacia de Polí­cia não tinha informaçíµes quanto ao motorista que conduzia a Amarok.  

O teste do bafí´metro foi efetuado nos motoristas envolvidos no acidente, porém deu negativo para a presença de álcool. Segundo no B.O. da Delegacia de Torres, Vladimir apresentava sinais de embriaguez. O exato local do acidente fatal possui a iluminação de uma lâmpada, porém o trecho da RS-389 – entre o Trevo da Estrada do Mar e o acesso para a BR-101 – é precariamente iluminada.

 

 

Clamor por mais segurança na via de entrada

 

 

O excesso de acidentes na Av. Castelo Branco e em sua continuação estadual (o microtrecho da RS-389 que dá acesso a BR-101) é causada por duas razíµes principais: 1) a falta de aparatos de segurança e controle de velocidade na via; 2) A imprudência dos motoristas. Fora a tomada de consciência que andar em alta velocidade (ou embriagado) pode matar, o poder público de Torres é quem deveria tomar providências para evitar que outras fatalidades ocorram no local, porém há muitos anos que moradores pedem providências, mas pouca coisa acontece efetivamente. A sinaleira colocada junto ao trevo da Estrada do Mar foi um passo rumo a maior segurança no local, mas não é suficientes. Reclamaçíµes dos moradores (tornadas públicas nas redes sociais nos últimos dias) são muitas, e o assunto foi também falado na sessão da Câmara dos Vereadores dessa semana (ver PAG 10). Os pedidos de moradores e vereadores são variados: quebra-molas, fiscalização eletrí´nica da velocidade, melhor iluminação da via, colocação de faixas de pedestre para passagem.

A velocidade máxima na Av. Castelo Branco também é incoerente: praticamente todos os veí­culos que passam pelo local extrapolam a velocidade máxima permitida em boa parte da via (de 40km/h), pois a velocidade é quase impraticável na rápida e movimentada avenida. O resultado é que os motoristas, como não sentem-se induzidos a respeitar velocidade estipulada, dirigem frequentemente aos 80km/h ou mais.

 

 

Com a palavra, a prefeitura

 

 

Porta-voz das questíµes do trânsito na cidade, o secretário de Planejamento, Carlos Cechin, informou ao jornal A FOLHA que a prefeitura está em busca de soluçíµes para ampliar a segurança na Av. Castelo Branco. Ele informou que em breve serão instalados redutores de velocidade (quebra-molas) em ambos os sentidos, próximos a mais recente rótula da avenida (em frente ao condomí­nio by browseonline">Reserva das íguas).

Além disso, Cechin conta que já foi estudada a possibilidade de instalar pardais na avenida. "Porém, a empresa que prestaria o serviço só disponibilizaria os radares de velocidade fixos se fossem contratados ao menos 20 equipamentos, em uma espécie de aluguel (pois o contrato estabelece manutenção dos mesmos também). O custo seria muito oneroso, cerca de R$ 1 milhão anual para a prefeitura, por isso estamos estudando outras alternativas", ressalta o secretário. Uma das possibilidades levantadas, que seria menos onerosa, seria a fiscalização móvel da velocidade, a partir de radares ‘estilo pistola’, que seriam utilizados por fiscais devidamente preparados para o serviço.

Quanto a iluminação precária no trecho da RS-389 – continuação da Castelo Branco até a BR-101-   Cechin conta que a situação é mais complicada, pois no local a jurisprudência é do Governo do Estado, que seria então o responsável por melhorias na área.

 

 

 

OPINIíƒO DE MORADORES SOBRE O TRí‚NSITO NO LOCAL

 

Leandro Santiago, morador do bairro Centenário, que há 28 circula pela avenida – í‰ difí­cil uma solução imediata já que aquela estrada é estadual.Mas acredito q se o municí­pio cobrasse e mostrasse números de óbitos ou de acidentes naquele trecho o governo providenciaria lombada eletrí´nica ou mesmo as famosas "tartarugas" no asfalto.A alta velocidade e a falta de uma ciclovia com certeza aumenta o número de acidentes. Quanto aos motoristas,TODO CUIDADO í‰ POUCO.

 

 

Raquel de Matos, moradora do bairro Centenário – Claro que as ruas precisam de melhorias, mas eu acho que a culpa maior é dos motoristas. Ninguém tem paciência no trânsito. í‰ um querendo andar mais rápido que o outro. Ninguém respeita sinalização. Eu que tirei carteira recentemente ainda sigo o que aprendi. Mas tem placas ao longo da avenida que diz que a velocidade permitida é de 40 km e ninguém respeita isso. Vi várias vezes gente passando no sinal vermelho no semáforo da Estrada do Mar. Gente que vem no sentido centro bairro para entrar na estrada do mar, olham que não tem ninguém vindo no sentido contrário e seguem na maior cara de pau. Outro dia estávamos indo para o centro e na rótula da Ulbra um í´nibus escolar simplesmente se atravessou na nossa frente. Quase que aconteceu uma tragédia. Eu acho que ma lomba do centenário precisaria também de uma ciclovia. Muitos vão trabalhar de bicicleta e principalmente os í´nibus passam quase por cima. Eu já tive essa experiência e foi assustador. E eu ainda tava com a minha filha pequena na bicicleta. Depois desse dia nunca mais andei de bicicleta por aqui. Perto das 18h têm vários trabalhadores subindo a lomba empurrando a bicicleta. í‰ um perigo. Na minha opinião a maioria dos acidentes são causados por motoristas irresponsáveis e que não se dão conta que um carro é uma arma muito perigosa. Acho que é preciso mais cuidado e respeito. Na auto escola a gente aprende que o maior cuida do menor, e se tratando de motorista cuidando de pedreste é um desastre.

 

 

Roniel Lummertz, morador e proprietário de um hotel em frente í  avenida – A velocidade, e muita velocidade, junto com as condiçíµes precárias de iluminação, sinalização e buracos na pista formam uma combinação perfeita para atropelamentos e colisíµes. A nova ciclovia também favoreceu para que isso aumentasse pois como é mal sinalizada carros são estacionados no meio da pista. A ciclovia ainda incompleta tem diversas bocas de lobo sem tampa fazendo com que os ciclistas andem na pista para desviar das bocas de lobo. Acredito que a solução a longo prazo é uma educação voltada pro trânsito. Mas isso é um processo de 15 anos para ter resultado. O melhor e imediato é redutores eletrí´nicos de velocidade com multa de preferência e a parte básica da prefeitura que seria sinalização e iluminação. Na última semana com a vinda de turistas uruguaios que chegaram praticamente juntos na quinta í  noite e na sexta essa avenida parecia um campo de guerra. Era acidente, era brigas. Realmente um caos, pois chegaram í  noite. Uma escuridão, uma chuva. Era carros estacionados no meio da pista. Foi pior que o verão.

 

 

*Colaborou Maiara Raupp


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