AUDIÊNCIA PÚBLICA TEVE POUCA GENTE, MAS MUITA CRíTICA í€S MUDANí‡AS DO TRí‚NSITO DE TORRES

26 de dezembro de 2014

Uma audiência Pública requerida pelo vereador Marcos Klassen e aceita por todos seus pares da Câmara de Vereadores de Torres aconteceu na sexta-feira 19/12 nas dependências da casa legislativa torrense. O encontro visou debater com mais detalhamento as mudanças referentes ao Plano Viário em implantação no municí­pio de Torres, de autoria da prefeitura de Torres. Pouca gente compareceu, mas os que lá tiveram se posicionaram de forma crí­tica í s modificaçíµes. O afunilamento no tráfico no centro foi o âmago dos debates.

 Várias sugestíµes foram apresentadas pelos vereadores e representantes da comunidade. A prefeita e o secretário responsável pelo Plano Viário não foram ao encontro: mandaram técnicos de outros escalíµes para o debate. E conforme Marcone Minotto – responsável pelo trânsito na cidade – e do técnico Ramon Scheffer – da Secretaria de Planejamento e Participação Cidadã – a Prefeitura está aberta ao diálogo e possí­veis adequaçíµes no Plano (…) As iniciativas foram adotadas após estudo dos profissionais da Prefeitura com cinco entidades representativas de Torres e atendendo inclusive reivindicaçíµes da sociedade.

 

Idéias boas vindas de cidadãos locais

 

O membro da associação de Hotéis de Torres, João Almeida Pereira, reclamou do que chamou de pressa por mudanças na cidade. Para ele, tudo que foi feito parece ter sido pensado para dificultar a vida dos motoristas. Somos uma área urbana que é limitada ao norte por um rio; ao sul por um parque e ao leste pelo oceano, portanto temos somente uma direção de entrada e saí­da do fluxo. Isto deveria ser considerado para que as mudanças fossem mais bem pensadas, sugeriu o tradicional membro da sociedade empresarial de Torres.

O cidadão Luiz Alberto Correia, popular Latinha, também se inscreveu para opinar na audiência pública. Ele reclamou da não presença no evento do secretário de Planejamento Carlos Cechin, responsável pela gestão das mudanças, nem da prefeita Ní­lvia Pereira. Latinha sugeriu que mais fluxos fossem encaminhados para a Avenida Independência e í  saí­da sul da cidade (ainda sem asfaltamento), o que poderia, conforme ele resolver em muito o afunilamento da entrada de veí­culos na cidade. Latinha também lembrou que estas vias devem receber sinalização, pois já, atualmente, são palco de excesso de velocidade dos carros, o que gera insegurança na parte asfaltada e poeira na parte ainda só ensaibrada, que aguarda a capa asfáltica".

Gilmar Sousa, gerente comercial do Guarita Park Hotel, alertou sobre a reclamação dos turistas que utilizam o estabelecimento de hospedagem. Giba, como popularmente é conhecido em Torres, disse que os hóspedes têm reclamado que acharam confusas as modificaçíµes no centro, as mudanças de mão das vias do entorno da Lagoa do Violão e, principalmente, o afunilamento causados pelas trocas de sentido na avenida de saí­da daquela área, a Benjamin Constant".

Um representante do corpo de bombeiros reclamou em nome da corporação, da falta de um trajeto estratégico para que as viaturas dos Bombeiros possam se deslocar da central (localizada próximo ao posto da Saúde)  para regiíµes mais demandadas, como a entrada da cidade (onde infelizmente há acidentes de carro, na Estrada do Mar e BR 101) e as zonas periféricas e mais simples – zona Sul, São Jorge e Faxinal.

 

Vereadores reclamam mais

 

Os vereadores reclamaram de tudo. Das rótulas, das rotatórias mal desenhadas e confusas, mas principalmente do que chamaram ‘falta de critérios e falta de responsável técnico’ nas mudanças do Plano Viário. Entre outras colocaçíµes, Gimi (PMDB), Nego (PC do B), Tubarão (PMDB), Marcos (PMDB), Fábio (PP), Jeferson (PTB) e Dê (PDT) falaram. Dos que defenderam o governo, Jeferson (PTB) lembrou que a Prefeitura está aberta ao diálogo.  E Dê (PDT) de que é preciso ter coragem para mudar.  Mas dentre os que mais criticaram as mudanças estava o vereador Nego. Ele tentou provar o apoio í s suas crí­ticas falando sobre um ví­deo (publicado no Facebook) mostrando os antes incomuns (e agora corriqueiros) engarrafamentos na cidade, ví­deo que teve dezenas de compartilhamentos e comentários da sociedade, que geralmente o apoiaram nas crí­ticas.

 Mas na opinião da maioria, a Rua Joaquim Porto deveria ter mão única em direção í  saí­da da cidade (ao contrário do projetado pela prefeitura); a rótula da Barão do Rio Branco deveria ser menos acessada porque está tumultuada (pelo afunilamento ocasionado com as mudanças); e a entrada da cidade deveria ter a pista de rolagem aumentada.

 Conforme combinado na Audiência Pública, o secretário municipal de Planejamento e Participação Cidadã, Carlos Cechin, deverá em breve comparecer í  Câmara dos Vereadores para mais esclarecimentos sobre o Plano Viário Municipal.

 

 


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