Caps comemora abstinência de pacientes

4 de junho de 2010

 

 

 

 

Por Regina Di Neve

 

 

 

 

A procura espontânea por tratamento de dependência quí­mica em Torres aumentou significativamente desde o ano passado, segundo relatório trimestral apresentado pelo Caps – Centro de Apoio Psicossocial de Torres.   O relatório apontou que a grande maioria dos pacientes que chegam a entidade são homens entre 18 e 40 anos.   Um dado que já era esperado porque o ví­cio entre a população masculina devido a vários fatores, como por exemplo, freqí¼entar bares, é bem maior que entre a feminina por exemplo. Curiosamente o relatório identificou uma grande parcela de trabalhadores com carteira assinada, contrariando o senso comum de que dependente quí­mico é desocupado. Segundo a entidade, esse aumento pela busca de tratamento não está diretamente relacionada com o aumento no número de drogados, mas com a maior divulgação do trabalho de resgate do Caps. Hoje, o paciente que precisa de tratamento encontra maior facilidade para se tratar em relação aos últimos anos. Quando chega ao Caps,  ele encontra profissionais que o irão acolher, e indicar o melhor caminho a seguir, sem constrangimento. E também toda sua famí­lia é convidada a participar para encontrar formas de evitar que o paciente desista, ou que continue a fazer uso da droga. Ali, o paciente vai encontrar apoio seja psicológico seja medicamentoso para seguir em frente.  

 Os técnicos da entidade observaram e comemoram um número bastante significativo de pacientes em situação de abstinência há mais de três anos. A entidade credita esse aumento de pacientes abstêmios ao trabalho multidisciplinar que desenvolvem, encorajando os pacientes e ensinando a eles técnicas de proteção para não sofrerem recaí­das. Segundo os coordenadores o paciente em abstinência deve saber o momento certo de sair de uma situação de exposição que pode resultar em recaí­da, por exemplo evitar tomar o primeiro gole. São pequenos truques que os mantém afastados das situaçíµes de risco e que os ajudam a se proteger. Quanto a dependência do crack,   a segunda substância mais consumida na cidade de Torres, os técnicos ensinam aos pacientes em tratamento a não caí­rem nas ciladas e a resistiram as pressíµes do cí­rculos sociais.    

 

 

Trabalho em rede capta vários perfis de dependentes

   

A coordenação do Caps informa ainda que a criação do programa Tecendo a Rede Em Atenção a Dependência Quí­mica no Municí­pio de Torres,   que dá suporte í s entidades que trabalham com o   problema da drogadição é o grande facilitador do encontro do paciente com o Caps. Trocando  experiências e conhecimento   com todos os segmentos do municí­pio, pacientes que cometem algum delito por exemplo, e que vão parar nas mãos do judiciário, são detectados pela rede e encaminhados para tratamento no Caps.  Na área hospitalar, pacientes que baixam no hospital  Nossa Senhora dos Navegantes para desintoxicação também são encaminhados para o Caps. Lá são acolhidos de forma   atenciosa  e sigilosa e orientados a seguir se tratando para se livrar das drogas. Ou pelo menos para se manterem longe delas.

   

Alguns números da dependência quí­mica

   

A Organização Mundial da Saúde considera a dependência quí­mica ou DQ uma patologia que não tem cura. Ela tem tratamento, mas não tem cura. E faz parte dos transtornos mentais em psicopatologia.  No alcoolismo o adicto pode viver até vinte anos sem beber, por exemplo, e num determinado momento  voltar com tudo para o ví­cio. A DQ é maior entre a população masculina até mesmo por fatores que expíµe mais os homens ao conví­vio com as drogas. O alcoolismo, por exemplo, é a patologia mais recorrente. Por ser uma substância barata e lí­cita   e de fácil acesso  encontra suas maiores ví­timas entre a população jovem e d baixa renda, embora se encontre entre todas as classes sociais. Outro dado importante a ser considerado é o do que, no Brasil, um em cada seis usuários do álcool se torna dependente,  contra uma em cada 17 mulheres, colocando diferença entre os gêneros a seres consideradas. Em relação ao cigarro,  uma em cada 4 mulheres que experimentam se viciam contra um em cada 5 homens.

   

Como detectar o consumidor de drogas

   

Não existe uma receita para se tratar um DQ. Cada um é único e as terapias devem obedecer   a essas particularidades. E o sucesso ou não do tratamento se deve mais a capacidade de cada sujeito de lidar com suas frustraçíµes e limitaçíµes do que da terapêutica adotada em si. Em outras palavras, se o dependente não se empenhar, não vai obter   sucesso. Detectar um consumidor de drogas   também   não segue uma regra, porém   alguns indicativos dão conta do consumo ou não. Geralmente, o usuário apresenta mudança de comportamento. Se é uma pessoa extrovertida, por exemplo, pode começar a ser contida, apática e arredia. Assim, como também se era um sujeito caseiro e bem humorado pode começar  a sair muito de casa e a ficar irritado por motivos fúteis. Entre os adolescentes, convém observar se o rendimento escolar está diminuindo, ou   se   o jovem começa a andar na companhia de pessoas suspeitas. O emagrecimento acentuado é indicativo de que alguma coisa está acontecendo. O Caps orienta que é função dos pais e familiares principalmente observarem seus jovens para protegê-los. Cada pai deveria saber como funciona seu filho, saber com quem anda   e, na medida do possí­vel, conhecer a famí­lia dos amigos, isso tudo pode dar í  famí­lia mais condiçíµes de detectar precocemente se alguma coisa vai mal.

 

 

   

SERVIí‡O    

CAPS “ Centro de Apoio Psico Social  

Onde “ No antigo Campo do Torrense, na Avenida do Riacho  

Horário “ das 8 í s 12 horas e das 13 í s 21 horas  

Telefone “ 3626 3237

       


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