Cinco vereadores de Torres querem que a votação para presidência da cãmara seja secreta

20 de maio de 2010

Entrou para ser distribuí­do para as comissíµes temática da Câmara Municipal da última sessão realizada na segunda-feira (17) o projeto de lei de Resolução (autoria legislativa) de autoria dos vereadores Antenor Justo Behncker (PP) Ildefonso Brocca (PP), Carlos Alberto da Rosa (PPS), Gibraltar Pedro Cipriano Vidal (PMDB) e George Rech (PTB) que altera o caput do artigo 1 º da Resolução legislativa em vigor aprovada em de 20 de dezembro de 2002, alterada pela Resolução n º 18, de 20 de fevereiro de 2004, que trata sobre as formas que permitem a votação secreta na casa do povo.  Atualmente somente as escolhas de nome de rua e as homenagens de nomes para serem condecorados como Cidadãos Honorérios de Torres permitem a votação secreta. O projeto de alteração idealizado pelos 5 edis da casa legislativa local sugere que a forma de votação para a eleição da Mesa Diretora da casa legislativa torrense seja também por votação secreta.  

A justificativa do projeto encaminhado para votação na câmara fundamenta a mudança conforme texto pelo caráter administrativo interno da matéria conforme avaliação dos autores.

   

Projeto foi tema crí­tica dos opositores do Voto Secreto

   

Mesmo o polêmico projeto não estando em discussão e votação, os outros três vereadores da casa que são contra as modificaçíµes no estatuto da câmara referente ao voto secreto utilizaram seus espaços na tribuna para rechaçar de forma peremptória qualquer ideia de votação secreta.    

O vereador José Ivan (PMDB) lembrou que o seu partido surgiu justamente em cima da obrigatória democratização e transparência buscada por ele para nortear a polí­tica na época da ditadura. Disse ele que seria um retrocesso enorme a votação secreta para a decisão dos nomes para ocuparem a Mesa Diretora da casa.  

 O vereador Tiago de Sousa (PMDB) também criticou a votação secreta em debate. Disse que nunca irá apoiar qualquer manobra para esconder os votos dos polí­ticos em qualquer instância.

 Já a vereadora Professora Lú (PT) disse que, inclusive, caso o tema venha í  votação e seja aprovada a opção por voto secreto, ela irá í s instâncias maiores para verificar se não se trata de matéria anticonstitucional. Lú disse também que acha um retrocesso o tema ser debatido.  

O presidente da casa, vereador Rogério Jacob (PP) não se manifestou sobre o assunto.

 Agora a matéria deverá entrar em terceira sessão ordinária nos próximos dias, quando, então, será discutido e votado o pleito dos cinco vereadores que querem as modificaçíµes na casa, implementando o voto secreto para a votação para a presidência e os outros membros da Mesa Diretora. Se mantiver as opiniíµes atuais, o tema será aprovado e já em 2010 í  votação para a mesa da casa para o exercí­cio de 2011 será feita de forma secreta.      


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