Por Fausto Junior
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Três vereadores do PMDB e a vereadora Gisa Webber (PP) foram os quatro votos contrários í aprovação do projeto de lei, de autoria da prefeitura de Torres, que autorizou que os salários dos funcionários públicos tivessem reajuste de 3,9%. O vereador Gimi (PMDB) não votou (por ser presidente da Câmara), mas abriu sua opinião favorável í aprovação da matéria na sessão.
Votaram a favor do índice indicado pela prefeitura, os três vereadores do PT “ Machado, Professora Lú e Davino – além dos vereadores Dê Goulart (PDT), Ernando Elias (Pros), Fábio da Rosa (PP), Jeferson (PTB) e Nego (PC do B). Todos usaram as projeçíµes de falta de caixa futuro da prefeitura para pagar reajustes maiores, mesmo sem ter havido uma apresentação de cálculos atuariais.
Sindicato reclamou de ser chamado para só conversar após a votação
O presidente do SIMTO (Sindicato dos Municipiários de Torres) “ André Dambrós – reclamava no início da sessão da câmara, realizada na segunda-feira (23), que a prefeita já havia mandado rodar a Folha de Pagamento com o índice proposto por ele (3,9%) e que, ainda, a mesma prefeita Nílvia tinha pedido uma reunião com os representantes do SIMTO na mesma segunda-feira (23), mas somente após ter havido a votação. Câmara está dominada. A prefeita não respeitou a votação e colocou o índice antes da sessão (contando com a base). Nos chamou para não sei o que, pois í s seis horas da tarde já terminou o debate e a votação, afirmou Dambrós para A FOLHA. O sindicato queria usar um reajuste oficial diferente, que corrige a moeda em 7,5%.
Para vereadores que concordavam com o sindicato, a diferença era pequena e fazia parte da promessa da prefeita Nílvia
A reclamação dos sindicalistas que no governo atual estaria sendo recorde o número de reclamaçíµes por assedio moral sofrida por servidores; a falta de cálculo atuarial e a pouca diferença entre o sugerido pela prefeitura e a demanda do sindicato foram os principais argumentos dos vereadores que votaram contra a aprovação do índice de 3,9%. A vereadora Gisa (PP) reclamou que a prefeita estaria utilizando o índice oficial mais baixo. Para ela, bastaria diminuir o número de CCs na prefeitura para que os cofres assimilassem esta diferença entre o pedido pelo SIMTO e o oferecido pelo projeto (aprovado)".
O vereador Alessandro (PMDB) sugeriu adiamento de votação da matéria. Baseado no reclame do sindicato, que afirmava que a prefeita teria chamado os servidores para conversar depois da sessão, o peemedebista disse que seria responsável o adiamento da votação, mesmo que para "aprovar o índice antes de rodar a Folha de Pagamento, necessitasse a realização de uma sessão extraordinária. Segundo Alessandro, a prefeita deve ter algo a oferecer, pois que se adie a votação, então". O vereador Tubarão (PMDB) fez coro com seu colega de partido e abriu seu voto contrário ao índice sugerido pela prefeitura.
O vereador Marcos (PMDB) ironizou. Ele lembrou que a prefeita Nílvia afirmava que não tinha cálculo que aceitasse menos de 10% de reajuste anual, quando sindicalista; e que, agora, apresenta planilhas justificando aumentos por todos os lados para propor menos de metade de 10% para os servidores.
O vereador Gimi procurou ser conciliador. Ele sugeriu que não houvesse adiamento; que se votasse a matéria com este índice e que o sindicato pedisse um reajuste complementar. Para o presidente da casa legislativa, muitas pessoas poderiam ficar com reajuste zero caso fosse adiado ou caso fosse rejeitada a matéria. O vereador Alessandro pediu a palavra e lembrou que os reajustes poderiam ser retroativos, que não haveria problema em adiar a pauta. Mas o adiamento não foi aprovado e o projeto, afinal, foi aprovado com somente quatro votos contrários, Alessandro (PMDB), Marcos (PMDB), Tubarão (PMDB) e Gisa (PP).


