Por Fausto Junior
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Nesta semana que passou, a pauta da mídia nacional são os envolvidos nos roubos da Petrobrás, as medidas antipopulares do governo Dilma e as medidas antipopulares do governo do RS. Como esteira disto tudo, é convocada uma manifestação para o dia 15 de março, onde a sociedade quer expor o governo Dilma. Nas redes sociais, em artigos de opinião e nas manifestaçíµes partidárias, a eleição parece que está tendo um terceiro turno. Metade da nação que votou contra a continuidade do PT no poder se confronta com a outra metade, que optou pela continuidade do governo Dilma Rousseff, dando-lhe educadamente mais quatro anos para mostrar suas habilidades e inabilidades como presidente.
A campanha pelo impedimento (Impeachment) entra de carona. Quer retirar do governo a candidata recém eleita, tudo por conta de seu governo “ que parece não poder cumprir í quilo que prometeu em campanha. A frase tradicional fora Dilma, como já houve fora FHC, e outros foras aparece em diversas manifestaçíµes, algumas até institucionais, que independem da política governamental. A demanda dos caminhoneiros, por exemplo, se confunde com a rebeldia da sociedade, e acaba sendo utilizada como massa de manobra para a causa maior contra a presidente Dilma. Mas a causa da alta do preço do petróleo é conseqí¼ência da gestão política empreendida na Petrobrás, neste governo com mais força, mas que sempre acompanhou os governos brasileiros… tudo ela por ser uma Estatal.
Não há explicação coerente para uma nação ser dona de uma empresa, mesmo que ela seja de capital aberto, como é a Petrobrás. O único motivo que seria razoável para explicar o Porquê de um país ser controlador de uma empresa seria o retorno direto do povo em preços baixos – como é na Venezuela, com a Estatal petroleira de lá subsidiando o combustível. No país vizinho, o custo de fretes e o custo de combustível privado não encarecem os produtos e serviços produzidos por lá. Ao contrário, a política de preços irrisórios deixa este diferencial competitivo para todos que produzem na nação, para que consigam adentrar em mercados fora de seu país com preços mais agressivos. Mas no Brasil, somos donos de estatais e não temos nenhuma vantagem. O combustível foi, é parece que sempre será, um dos mais caros no mundo; os serviços bancários dos bancos estatais são cobrados muitas vezes acima dos serviços de bancos privados; os serviços dos correios “ além de serem ruins se relacionados com os de países desenvolvidos “ não apresentam preços baixos que expliquem o monopólio do serviço no Brasil. Então: qual vantagem de qualquer brasileiro ser dono de uma empresa? Qual a vantagem de mantermos bilhíµes investidos em empresas, quando o que qualquer país precisa do governo é a qualidade de serviços eminentemente públicos, como Segurança, Infraestrutura coletiva, Educação e acesso í saúde moderna? Parece que nenhuma…
Empresas públicas são formatadas para que sociedades tenham acesso í produtos ou serviços que não são oferecidos pelo mercado, por falta de empresários ou empreendedores capitalizados e dispostos a produzir o que falta. Após as naçíµes atingirem tamanhos e modernidade na economia, a privatização é o caminho mais correto. í‰ assim nos EUA, na Inglaterra, dentre outras naçíµes. Quem entende de comprar e vender é empresário, não são governantes. Governantes que insistem em querer empreender no mercado em nome do povo devem ser evitados, pois a veia mercadológica está aparecendo; e governante deve ter menos veia mercadológica do que social, pois o Estado é um ente social. O discurso de soberania nacional não para de pé nunca. O Petróleo do Brasil será sempre dos brasileiros. A nação sempre receberá pela exploração de suas reservas naturais, tendo ou não uma empresa pública própria para explorá-las.
O diesel no Brasil poderia atualmente estar com preços de mercado mundial. Poderia estar representando o mesmo peso nos custos operacionais de caminhoneiros, transportadores e empresas que dependem da logística como acontece em naçíµes modernas, que não deixam que as empresas de seus países sejam pouco competitivas por conta de custos energéticos. Só não acontece isto porque a Petrobrás é estatal; e alem disto recebeu uma gestão politiqueira nos últimos anos… O que potencializa os erros primários que acontecem quando Estado se mete a ser empresário.


