ENTREVISTA com Kareen Martinato: Vegana ‘de carteirinha’

11 de novembro de 2014

A advogada torrense Kareen Martinato (foto) foi vegetariana durante 25 anos, e há 15 é uma vegana assí­dua. Confira abaixo parte da entrevista com ela… Quem sabe você não se motiva a também a melhorar seus hábitos alimentares?

 

 

 

 

Jornal A Folha – O que lhe levou a ser uma vegana?

Kareen – São várias razíµes. Instinto de preservação e amor próprio, para preservar minha saúde e obter melhor qualidade de vida. Pesquisas indicam que o consumo de proteí­nas animais como carnes, queijo e leite aumentam em quatro vezes as chances de morrer de câncer. A ciência comprovou também inúmeras outras mazelas e doenças associadas í  ingestão do leite animal e derivados. Amor ao próximo, pois o carnivorismo é fator determinante para a fome no mundo. A carne e derivados é produzida com alimentos de muitos, entretanto consumida por poucos. Cerca de 60% dos grãos produzidos no planeta resolveriam a fome no mundo, entretanto, são destinados í  alimentação de animais. Amor ao ambiente para esta e para as futuras geraçíµes, pois o consumo de produtos de origem animal é a segunda, senão a primeira maior causa da degradação ambiental planetária. Questão ética e moral: em relação aos animais de outras espécies, que são seres sensientes sobre os quais não temos o direito de dispor de suas vidas. Os Direitos Humanos não podem estar em contradição e em conflito com os direitos da Terra e os direitos da biodiversidade. A humanidade precisa saber utilizar a sua racionalidade, não para a dominação e a exploração predatória da Terra e das demais espécies vivas, mas para a convivência pací­fica e harmoniosa entre todos os seres vivos do Planeta, até por uma questão de sobrevivência e preservação das espécies dentre as quais, a espécie humana. Diante de tais conclusíµes, comprovadas pela ciência e pelos relatórios da ONU, alertando que uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome e dos piores impactos das mudanças climáticas, e que uma alimentação baseada em vegetais poderia ter evitado 70% das doenças modernas, não vejo lógica nem racionalidade alguma em consumir produtos de origem animal.

 

Jornal A Folha – Como foi no iní­cio? Sentiu vontade de comer algo de origem animal, como um bom churrasco?

Kareen – A decisão de me tornar vegana não ocorreu da noite para o dia. Ela começou como uma possibilidade, foi amadurecendo e enfim se concretizou. Quis assumir uma postura de respeito perante a mim própria, aos meus semelhantes, ao ambiente planetário e aos animais, e para tanto não há outro caminho. Assim, a decisão de se tornar vegana começa com uma tomada de consciência: é moralmente errado degradar o ambiente que é de todos, contribuir para a fome mundial, explorar os animais (independentemente de se com ou sem dor). O processo iniciou quando me dei conta de que é errado pensar e agir como se o ambiente, a vida de outras pessoas no planeta todo e os animais fossem minha propriedade. E não senti e nem sinto vontade de comer churrasco. Ao contrário, ocorre como no tabagismo, por exemplo: depois de alguns dias sem consumir, até mesmo o odor causa mal estar.

 

Jornal A Folha – Como as pessoas que a rodeiam convivem com esse seu estilo de vida?

Kareen – Membros da minha famí­lia também aderiram ao veganismo. E há muito tempo veganos deixaram de ser vistos como seres de outro planeta. Hoje as pessoas têm mais acesso í  informação e por isso o veganismo está em franca expansão.

 

Jornal A Folha – í‰ difí­cil manter esse estilo de vida?  

Kareen “ í‰ mais que fácil, é prazeroso pela qualidade de vida que me proporciona e, sobretudo, pela paz de espí­rito e tranquilidade de consciência de que tenho a felicidade de desfrutar, decorrentes da certeza de estar na atitude correta comigo mesma, com meus semelhantes, com o planeta e com as outras espécies.


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