Inverso de auto-sustentabilidade

4 de junho de 2010

 

Inverso de auto-sustentabilidade

   

Nesta época de eleiçíµes é que vemos o perfil e a ideologia dos polí­ticos. Se fizermos um esforço, podemos colaborar pelo menos um pouco com o futuro de nossa nação e de nosso Estado. Mas no Brasil parece que todos os lados da polí­tica sugerem que os papos nos corredores das repartiçíµes públicas sejam os seguintes:

 E aí­, chefe, diz o ministro de desenvolvimento, tenho aqui mais um projeto para duplicar uma estrada naquela região de alta produção de soja e outro que moderniza o porto que escoa a mesma produção. Como combinado quando fostes eleito, trabalharei a seguir para colocar uma Estrada de ferro na região e resolver definitivamente a questão da soja no Brasil, mas estes aqui resolvem por enquanto.

O Chefe que é o presidente da república responde:

 

Não temos recursos para isto, por enquanto. Tivemos que pagar a folha de pagamento dos três poderes com os reajustes aprovados no final do ano passado, e teremos que esperar crescer a arrecadação para podermos realizar tua obra. Mas parabéns, ministro, tu estás fazendo um belo trabalho.  

O ministro então afirma para encerrar o papo… e não perder seu emprego:    

Então, chefe, já que não temos dinheiro para realizar a obra, quem sabe o senhor me libera mais aqueles 250 CCs para que possamos fazer mais projetos desenvolvimentistas?  

O chefe responde:  

Está aprovado, pode contratar, e não esqueça que os projetos devem ser pomposos, definitivos, de impacto, mesmo que sejam caros. Na próxima eleição daremos um jeito de não aprovar tantos aumentos de pessoal dos poderes, inclusive para os Marajás, mas temos que continuar colocando no papel a saí­da para o crescimento de nosso paí­s, encerra o presidente.  

E este papo se repete, no executivo, no legislativo, no judiciário em todas as esferas da nação. Mostra que nossos polí­ticos não têm coragem de enfrentar uma atitude de choque de gestão que nada mais é do que o óbvio: ter mais dinheiro para fazer as obras do que para planejá-las.  

Mas podemos mudar isto, basta mudar os governantes…

 

 

 

   

Queremos ser grandes ou não?

 

 

                   

Está acontecendo neste final de semana aqui em Torres o ENUL “ Encontro Nacional de Ultraleves. O evento foi conseguido após muita luta da secretaria de Turismo de Torres, da Associação de Hotéis de Torres, e do Clube da Aviação de Torres. Ele acontece de ano em ano em um local, e pela grandeza e envolvimento nacional dos encontros dos ultraleves, o pessoal da ABUL (Associação Brasileira de Ultra Leves) valoriza bastante a demanda de locais pelo evento e, consequentemente, exige que as cidades se mobilizem e paguem parte dos custos do encontro. Nada d anormal…  

Ele é uma atividade interna entre os aviadores. Eles se reúnem, trocam informaçíµes, vendem equipamentos entre eles, e as famí­lias se encontram como acontece no Moto Beach, por exemplo. Mas as pessoas da cidade podem ver aviíµes chegando e saindo do aeroporto por três dias, assistirem uma revoada que acontece nos sábados, além dos hotéis receberem hóspedes endinheirados.

Outra vantagem para as cidades que recebem o ENUL é a exposição de seu conceito e perfil pelo Brasil inteiro. Além de aviadores e familiares somarem quase 1.000 pessoas hospedadas na cidade, eles trocam imagens e informaçíµes por muito mais tempo, e multiplicam isto nas cidades em que moram e no verdadeiro segmento turí­stico que representam.  

Querem mais alguma coisa? E tem gente que não gostou e ainda ameaçou fazer marketing negativo para que a verba conseguida pela municipalidade de R$ 100 mil não recebesse votação favorável na Câmara, o que faria com que o dinheiro voltasse para Brasí­lia… Vai entender..

 

.

   

Debate sempre será melhor

   

Aconteceu uma audiência pública na cidade de Torres para apresentar para a população (teoricamente) o projeto e todas as exigências legais, como estudo de impacto ambiental e de vizinhança aprovado pelos órgãos estaduais, já que Torres não tem autonomia para aprovar estes empreendimentos ainda.  

Pouca gente foi ao local defender o contraditório, ou seja, chorar as pitangas por ter mais um edifí­cio alto na cidade, mesmo sendo em uma área onde já existem edifí­cios altos pela região.    

Acho que o debate ao contraditório é saudável. Neste caso praticamente não haveria nenhuma possibilidade do empreendimento ser embargado, já que os impactos foram estudados e as açíµes modificativas realizadas para que a obra fosse aprovada pela FEPAM.    

í‰ nestes momentos que um cidadão que não quer a obra simplesmente porque não gosta de edifí­cio ou porque o empreendimento vai tirar a vista de seu apartamento, deveria ir í  audiência para tentar ir contra e ver que, mesmo ele sendo contra, a obra irá sair… Discussão é isto, democracia é isto. TODA A Aí‡íƒO GERA UMA REAí‡íƒO, já diziam os fí­sicos.

 

 

 

 

 

Mesmo com a maioria dos cidadãos não querendo, os carros de  propaganda sonoras continuarão?      

 

Uma reunião no Sindilojas realizada na última segunda-feira (31) para discutir entre outras causas a continuidade ou não dos carros de som em Torres mostrou, na prática, como funciona questão do enfrentamento dos problemas aqui na cidade. Alguns lojistas sugeriam que fosse terminada a atividade, mas outros tratavam de desviar o assunto e lavar a discussão somente para a cláusula de garantia de mercado dada aos donos dos carros, que restringe que lojistas coloquem propaganda por si próprio.  

Na Câmara também é assim. Ninguém precisou formalizar que é contra, mas o tema não vai nunca í  votação, pois ninguém propíµe emenda para proibir, e o cidadão acaba não sabendo ao certo quem é a favor da lei ou quem é contra, somente aqueles antigos, como o vereador Gimi a favor dos carros e o vereador Rogerinho contra.

 Não sou contra os carros de som por si só. Se eu tivesse que agí¼entar os barulhos, me conformaria, mas o que me envergonha são os turistas no veraneio. Será que ninguém terá a coragem de proibir a atividade antes das 7 horas da noite, por exemplo, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro? O turista agradeceria! Durante o ano pode continuar os carros de propaganda, mas sem restriçíµes, pois quem tem carro próprio poderá fazer, desde que para ele…    


Publicado em:






Veja Também





Links Patrocinados