ORí‡AMENTO DE TORRES PARA 2015 í‰ PROJETADO EM R$ 135 MILHí•ES

21 de novembro de 2014

Secretária Fátima Cechin na tribuna, durante audiência pública sobre o orçamento

 

 Por Fausto Júnior*

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Por iniciativa da Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores de Torres, presidida pelo vereador Carlos Monteiro ‘Tubarão’, aconteceu na última quinta-feira (20/11) a audiência Pública exigida por lei, que abriu espaço para que a população em geral conhecesse e encaminhasse propostas ou aditivos, antes da formalização da proposta final da Lei Orçamentária Anual-LOA do municí­pio de Torres para 2015, que na prática se trata do orçamento municipal de Torres para o exercí­cio financeiro seguinte, onde é estimada a receita e fixada a despesa pública da cidade.

Um pouco mais de R$ 135 milhíµes é o que está previsto de receita para o ano que vem.  Foi o que apresentou a secretária municipal da Fazenda, Fátima Cechin. Ela afirmou na introdução, que a municipalidade realizou cinco audiências públicas junto í s comunidades antes de fechar a peça orçamentária apresentada. Após, a chefe da pasta das finanças – por meio de apresentação de imagens com planilhas – detalhou o orçamento, abrindo os números dos gastos (ou investimentos) dos R$ 135.298.051,95 em unidades gestoras: poder executivo/legislativo e Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). O orçamento do poder legislativo para 2015 foi projetado em R$ 3.713.000,00 (2,7%). Para o RPPS, a prefeitura projetou o total de R$ 14.254.938,48 (10,6%).

 

R$ 21 milhíµes para investimentos

 

O orçamento da Câmara é repassado mensalmente pela prefeitura em parcelas e utilizado – com autonomia da casa legislativa – para pagamento das despesas internas e investimentos do legislativo. Já os valores do RPPS se referem í s parcelas mensais obrigatórias pagas pela municipalidade para o fundo de previdência dos funcionários públicos em geral, do executivo e do legislativo. O restante – em torno de 117 milhíµes – será utilizado pela prefeitura para pagar os custos fixos e investimentos públicos da cidade. Cabe ressaltar que a receita é prevista, ou seja: pode diminuir ou aumentar. E as despesas só podem ocorrer proporcionalmente í  realização da receita projetada.

Mais uma vez a cidade projeta dirigir, tanto na Educação como na Saúde, í­ndices superiores ao exigido pela Constituição. Enquanto a exigência constitucional é de 25% na educação, a aplicação da prefeitura nesta área projeta para 2015 30,02%. E na Saúde, onde a exigência é de 15%, a aplicação prevista é de 16,94%. O  montante destinado para investimentos ficou em R$ 21  milhíµes.  

 

Pedidos de esportistas e reclames de sindicalista

 

A União Torrense de Skate, por meio do presidente Diego Bauer Lummertz, falou da necessidade de apoio para concretização de açíµes da entidade. Falou também que era preciso mais patrocí­nio para o Natal dos Sonhos, que tem a empresária Zênia Lummertz como uma das idealizadoras do evento. Em seguida, foi í  tribuna o representante da Associação dos Surfistas de Torres, Carlos Freitas, que da mesma forma pediu apoio para dar continuidade a várias iniciativas no municí­pio como o Projeto Praia Limpa. O último a se manifestar foi o presidente do Simto, André Dambrós, que falou de sua preocupação junto ao orçamento em relação í s condiçíµes de trabalho dos servidores municipais, sua remuneração e Plano de Carreira.    

Dambrós mostrou preocupação com visí­veis faltas de recursos em várias áreas da municipalidade, principalmente se referindo í  Saúde e í  Educação, considerada pelo sindicalista como áreas vitais para o dia a dia do setor público comunitário. Ele alertou sobre notí­cias de falta de remédios e materiais simples em postos de saúde, reclamados por servidores ao sindicato como fator dificultante da realização dos bons serviços na Saúde; e reclamou também de falta de recursos em escolas municipais, também vindos através de comunicaçíµes vindas de servidores públicos que trabalham nos estabelecimentos de ensino torrenses.

A secretária Fátima Cechin pediu espaço de resposta e achou estranhas as demandas do sindicalista. Disse que existe, inclusive, uma verba especial mensal colocada í  disposição das escolas, creditada direto na conta das diretoras – para suprir faltas urgentes.

 

Manobra de suplementação de 35% desanima

 

Mas o que o presidente do SIMTO, Andre Dambrós, acabou reclamando de forma institucional foi, efetivamente, da margem de manobra orçamentária permitida por lei para a prefeitura. Não adianta a gente vir aqui, pedir aumento e recursos para trabalhar, ver isto no orçamento e, depois, não receber o planejado porque a prefeitura pode retirar até 35% do orçamento das pastas e passar para outras, exemplificou o sindicalista. í‰ que o governo Ní­lvia conseguiu aprovar na LDO “ por ter maioria na Câmara – o aumento de margem de manobra no orçamento de 25% para 35%. O projeto pedia, inclusive, 45%, mas os vereadores conseguiram baixar. No governo anterior “ de João Alberto Machado, este percentual era de 25% e chegou a ser de 15% em alguns anos.

Este tema é recorrente e deve ser o âmago do debate nas sessíµes que devem ocorrer na Câmara Municipal para a aprovação da peça orçamentária de 2015, que só se torna oficial com a aprovação da Câmara Municipal, o que deve ocorrer nas próximas semanas. Os vereadores também geralmente sugerem emendas na peça orçamentária projetada, mas que podem tranquilamente ser desobedecidas com esta margem de 35% para os chamados aditivos orçamentários, que passam sem aprovação da casa, valores de uma secretaria para outra.

 

*Com comunicação (prefeitura)


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