PARQUE DA GUARITA: Novidades e antigas promessas de um cartão Postal

16 de dezembro de 2014

 

Estrutura que receberia o museu (antigo restaurante já reformado)  

 

Por Guile Rocha

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Ciclovia no parque da Guarita. Além do incentivo ao viés sustentável cool do ciclismo, a notí­cia deve ser festejada, também, porque irá motivar uma reforma da atualmente péssima via cimentada que é entrada secundária da Guarita ( fechada para o acesso de carros). As más condiçíµes do local já geraram inclusive acidentes – alguns relatados aqui no jornal A FOLHA.

Conversamos na terça (09) com o Luiz Fernando Sousa da Silva (popular "Alemão"), responsável pelo Parque e agente administrativo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo. Segundo ele, o processo para instalação da ciclovia teve iní­cio no começo de outubro, e a previsão é de que a obra comesse em breve, já para utilização no veraneio. "Estamos apenas aguardando autorização da Secretaria Estadual do Turismo (que deve vir nos próximos dias), já temos empresa licitada para realizar o recapeamento da via cimentada. A partir de então, será instalada a ciclovia, que circulará o parque e seguirá os mesmos moldes de outras ciclovias do municí­pio".

 

Segurança e auto sustentabilidade

 

Em decorrência da demanda   por mais segurança no local e arredores – demanda tanto da população quanto dos gestores do parque – desde o meio do ano há mais um vigia em atuação no Parque da Guarita. "A Guarita conta atualmente com seguranças 24 horas por dia: dois vigilantes durante o dia e um durante a noite, que ficam circulando pela área do parque. E há ainda as rondas periódicas da Brigada Militar na área e seus arredores", destaca Luiz Fernando.

O agente administrativo da Secretaria do Meio Ambiente afirma que a Guarita é um parque quase auto sustentável. Isso   porque os custos básicos para manter a estrutura, funcionários e seguranças  são pagos com a  verba arrecadada junto aos turistas que visitam o parque, mediante pagamento de ingresso (lembrando que não é cobrado ingresso dos veí­culos com placa de Torres). "Os banheiros públicos (há alguns meses construí­dos na Guarita) também foram possí­veis a partir desta verba arrecadada com a bilheteria, e com esse recurso estaremos instalando, em breve (após o veraneio)  um novo pórtico de entrada para o parque".

Em torno de 100 mil veí­culos passaram- entre 2013 e 2014 -pela bilheteria da Guarita, uma estimativa de 200 mil turistas (fora os visitantes que entram no parque a pé ou de bicicleta). Há ainda verbas compensatórias que são repassadas para o Parque da Guarita. "Por exemplo, se uma pessoa decide casar dentro do parque, ou uma empresa decide gravar um comercial, deve ser paga uma verba pelo uso do espaço público, que é do municí­pio e do estado", explica Luiz Fernando. Ou seja, outra boa forma de capitalização do parque…

 

Placas de perigo

 

Outra questão que abordamos foi em relação a colocação de placas indicativas sinalizando perigo no mar – em decorrência das pedras localizadas tanto junto ao Morro das Furnas como em frente a Torre Sul. Estas pedras ficam escondidas (durante a maré cheia) e acabam sendo responsáveis por acidentes, vitimando principalmente os turistas desavisados (que são a enorme maioria dos visitantes do parque).

E a Secretaria Municipal do Meio Ambiente informa que, em função de uma determinação do Ministério Público, novas placas sinalizando perigo serão colocadas no Parque da Guarita (inclusive nos trechos supracitados). "Mas além da questão das placas, há ainda a falta de noção de perigo por parte de alguns banhistas, que deveriam tomar cuidado quando vão entrar no mar em um local desconhecido", reforça Luiz Fernando.

 

Museu de Ciências Naturais: Em fevereiro de 2013….

 

Porém, o principal objetivo de nossa visita a Sec. do Meio Ambiente e Urbanismo era tirar a dúvida em relação ao Museu de Ciências Naturais de Torres. anunciado pela secretaria em matéria publicada por A FOLHA lá em fevereiro de 2013. "Seria um espaço vinculado com pesquisas acadêmicas, e também um referencial cientí­fico para Torres, bem como um agravante turí­stico para o Parque da Guarita. Juntamente com o museu, será anexado ao prédio uma cafeteria, tornando assim o ambiente ainda mais acolhedor", dizia então o biólogo e servidor técnico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Rivaldo Raimundo da Silva.

O cientí­fico empreendimento ocuparia o antigo restaurante, que havia sido destruí­do pelo furacão Catarina (em 2004) e foi entregue   reformado para a prefeita Ní­lvia (pela gestão João Alberto). A previsão era de que as obras de instalação do museu estariam ocorrendo ainda no primeiro semestre daquele ano de 2013. Segundo disse Rivaldo (í  época), "A estrutura   teria dioramas (apresentarndo uma representação da nossa rica biodiversidade regional), menus interativos conectados a telas de LED (que permitirão que os visitantes conheçam caracterí­sticas da animais e espécies vegetais dos nossos ecossistemas) e receberia exposiçíµes temporárias variadas, conciliando cultura e meio ambiente no local". Além disso, seriam instalados aquários dentro do Museu de Ciências Naturais, proporcionando uma reconstituição com peixes vivos dos ambientes marinho e dulcí­cola (principalmente a Bacia do Mampituba).

Enfim, se efetivado corretamente, o Museu seria um incremento cientí­fico – ambiental – cultural tremendo para Torres. Só que a previsão não se cumpriu, e   passou mais de um ano e meio da data estipulada.

 

… e dezembro de 2014

 

Voltamos a conversar com o Rivaldo sobre a não instalação do museu na Guarita. ele explicou que o projeto continua na fase da captação de recursos. A previsão era de utilizar parte da bilheteria do parque, verba das medidas compensatórias e recursos federais para capitanear os R$ 2 milhíµes estipulados a efetivação do projeto. A arrecadação da bilheteria da Guarita acabou pulverizada entre outras demandas do Parque (sua manutenção, os banheiros públicos e a ciclovia), e o auxí­lio federal não veio. No final das contas, sobrou pouco para o museu.

Assim, "Agora a Secretaria prefere não fazer   mais previsão exatas de quando sairá o Museu, pois não podemos afirmar isso. Trata-se de um projeto oneroso   e cujo valor ainda está longe de ser alcançado. Temos que trabalhar com meios de captação alternativos de recursos, talvez junto a iniciativa privada ou universidades, para que o projeto efetivamente saia do papel", disse o servidor Rivaldo, que ressalta ainda que a privatização do Museu de Ciências Naturais não deverá ser o caminho seguido pelo municí­pio.

Segundo informou para A FOLHA o ex-secretário do Meio Ambiente, Gustavo Canela, já haviam em 2012 mais de R$ 400 mil garantidos (pela receita das bilheterias da Guarita) para a o Museu de Ciências Naturais. "Esta verba continua no fundo para investimento no museu, que será somado ao valor total arrecadado na atual gestão", indica Luis Fernando

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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