O presente texto é baseado em algumas idéias de Pólita Gonçalves, retiradas de material da INTERNET. Parte a autora da pergunta: – Você sabe o que é preciclar? Certamente, não sabemos. Ou podemos deduzir pela composição da palavra: pré=antes, ciclar= fazer de novo. Supomos então que preciclar é fazer antes de novo. Segundo a autora, preciclar é pensar antes de comprar. Conforme ela, 40% do que compramos é lixo. São embalagens que, quase sempre, não servem para nada, vão direto para o lixo aumentando os nossos restos imortais no planeta. Preciclar, portanto, é pensar nos resíduos antes de comprar, é pensar sobre o que fazer com eles.
Há três grandes RRR sobre os quais pensar e agir nesse momento: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Reduzir o desperdício. Reutilizar sempre que possível antes de jogar fora e Reciclar, ou melhor, separar para reciclagem e encaminhar para locais corretos onde selecionadores após processos de prensamento enviarão para outros locais onde acontece a verdadeira reciclagem, ou seja, o aproveitamento da matéria prima que será transformada em algo igual ou algo novo através da combinação desses materiais.
Podemos participar desse processo reduzindo o consumo de coisas que geram lixo sem necessidade. Bom exemplo são as sacolas plásticas utilizadas nas compras. Levar í s compras sacolas de tecido, muito duráveis e que fazem o mesmo efeito das sacolas plásticas. No caso de levarmos para casa sacolas plásticas, reutilizá-las para a coleta do lixo dos WCs, somente descartando quando estiverem devidamente cheias. Se dispomos de um pátio, fazer o buraco dos resíduos degradáveis, cascas de frutas, legumes, restos de comida. Antigamente, o cão e os gatos das nossas casas eram alimentados com as sobras das nossas mesas e das nossas cozinhas, e eram animais saudáveis que viviam muitos anos em nossas casas, não havia essa de ração especial pra esse ou aquele tipo de animal. Hoje, com a evolução da Veterinária e da Nutrição, até comidinha especial em latas de alumínio são vendidas no mercado, as raçíµes vêm embaladas em sacos plásticos especiais e geramos lixo e mais lixo.
Reutilizar deveria ser um verbo conjugado em todos os momentos do nosso dia a dia. Há alguns anos quando iniciamos nosso mercado de produção e comercialização de sorvetes, eles eram embalados em baldes plásticos especiais, resistentes í s baixas temperaturas das câmaras frias, fáceis de armazenar e de transportar para as sorveterias e pontos de venda. E reutilizáveis. Repentinamente apareceu como se viesse do nada, uma lei proibindo a utilização dos baldes plásticos, obrigando os produtores a utilizarem embalagens descartáveis. Hoje o sorvete é embalado em caixas de papelão revestidas internamente de plásticos autocolantes de forma que não se degradam com facilidade quando jogadas fora, que são difíceis de serem lavadas sendo descartadas meladas de leite e doçuras. Qual a diferença ou o que justifica o desuso dos baldes plásticos reutilizáveis? Segundo os órgãos de Saúde, a falta de higiene, a proliferação de microorganismos e outras baboseiras mais. Quem produz alimentos tem que ter consciência do que faz e ser devidamente fiscalizado, pois higiene e correção de processos de produção são independentes de tipos de embalagens O mesmo acontece com as embalagens de bebidas. Antes tudo era embalado em garrafas de vidro reutilizáveis, hoje resistem nessas embalagens apenas a cerveja e o vinho, o resto vai de PET, latinhas de alumínio e as famigeradas caixas indegradáveis TETRAPLAC. Explica-se isso?
Preciclar é pensar que a história das coisas não acaba quando as jogamos no lixo. Apenas mudam de destino e aumentam a nossa responsabilidade com a nossa grande casa mãe: o planeta Terra.


