Muitas vezes é difícil identificar quando o uso da internet deixa de ser saudável e produtivo, tornando-se doentio e dependente. Já existe uma grande parcela de jovens que sofrem com desta realidade. Um mal que começa a tomar um rumo estatístico. Os estragos são equivalente ao dependente químico, ou seja, o usuário passa a ser dependente, e desenvolve uma tolerância que, o faz ficar on-line num tempo prolongado, sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, paralisando suas outras atividades, limitando sua vida. Assim, vai perdendo o contanto com o mundo real, vivendo uma realidade paralela e virtual.
A internet, inicialmente, era apenas útil e divertida e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida sem ela ficar sem sentido. Como existe um contexto real em que vivemos de violência urbana e social, bem como uma tendência ao isolamento na etapa da adolescência, cria-se um universo propício para o enclausuramento do adolescente ou jovem adulto num ambiente tido como seguro, dentro de casa, na frente da tela do computador.
Gradativamente a vida familiar e social vai se restringindo, ou seja a pessoa passa a ter mais amigos na rede do que fora dela, já demonstrando um sinal de que as coisas não vão bem. A razão pela qual os jovens estão mais vulneráveis ao uso é o fato deste momento da vida ser propício para aflorar angústias e conflitos existenciais.Na rede, o adolescente sente-se mais a vontade para se expor livremente sem vergonha, opinando, expressando sentimentos, com menos temor da crítica e desagrado.
Outro perfil de jovens com maior tendência ao uso são aqueles que apresentam um quadro de fobia social, depressão, compulsividade, entre outros. Muita gente que procura ajuda, ainda resiste em admitir que isto seja uma doença. Toda a questão gira em torno da dose ideal, ou seja, recomenda-se duas horas diárias. Os pais não devem temer o computador, mas sim orientarem os filhos para um uso útil e saudável, estimulando outras atividades coletivas, familiares, pois muitas vezes o jovem se refugia na internet para evitar conflitos de relacionamento com os pais, brigas, tensíµes e até a solidão.


