Queda significativa no número de inadimplentes poderábaixar preços ao consumidor, diz economista

6 de maio de 2010

A mais recente divulgação do Banco Central sobre a inadimplência de pessoas fí­sicas no paí­s mostrou que, em março, houve queda significativa dos inadimplentes, ficando em 7%. Essa é a menor taxa registrada em dois anos. Na prática, o baixo número de devedores que não cumprem com os débitos traz ao mercado uma nova noção de risco de crédito e, com isso, todos os consumidores poderão ser beneficiados com prazos mais alongados e parcelas mais baixas.  

Conforme avaliação do economista da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS), Pedro Ramos, essa trajetória de queda, que já ocorre há alguns meses, é bastante significativa. Cada empresa possui um perfil de risco associado ao seu negócio, e é o empresário que define sua taxa. Mas o que o Sistema Financeiro está confirmando é que a inadimplência tem caí­do consecutivamente, e é provável que essa mesma situação esteja aparecendo dentro dos negócios, explica Ramos.  

Para ele, com o baixo número de inadimplentes, os empresários poderão rever suas margens, pois a queda da insegurança nas transaçíµes poderá ser repassada para os consumidores, por meio da diminuição do preço final de produtos e serviços. Entretanto, é preciso ficar claro que é o próprio empresário que conhece o perfil de risco do seu negócio. A taxa divulgada pelo Banco Central funciona como uma ferramenta a mais para a decisão gerencial, ela sinaliza uma tendência do mercado, que, nesse caso, é de baixa inadimplência, aponta Ramos.

 

Dentre os fatores levantados pelo economista como responsáveis pela queda na inadimplência está o volume de crédito disponibilizado, que aumentou 2,5% em março comparado a fevereiro. O aumento já chega a 21% em 12 meses. Além disso, a abertura de vagas e a melhora na renda da população também permitem que as dí­vidas sejam saldadas. Junto a isso, a taxa de juros caiu 0,9 ponto percentual em março, comparando com fevereiro. Na comparação com março de 2009, a queda é de 9,1 ponto percentual.

 As famí­lias têm crédito disponí­vel para ajustar as contas. Conseguem negociar suas dí­vidas com novos empréstimos que, com a frequente queda dos juros, acabam saindo até mais baratos. Troca-se a dí­vida com juros de 50% ao ano por uma dí­vida com taxa de 40%, explica.    


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