Representante da Associação de recicladores de Lixo vai í tribuna da Cãmara pedir ajuda
4 de junho de 2010
Ocupou a Tribuna Popular na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, que aconteceu na segunda-feira (31), a presidenta da Associação dos Recicladores de Lixo de Torres (AREMA), entidade associativa de trabalhadores da érea do lixo que trabalhou durante quatro anos na RECIVIDA., Carmen Silva reclamou que a usina não havia sido totalmente fechada, mas que os trabalhadores da associação estariam parados por conta da interrupção da separação do lixo seco contido no lixo bruto recolhido na cidade. Ela também reclamou que estaria esperando já há duas semanas uma posição mais efetiva sobre o futuro da associação e seus trabalhadores prometida pela prefeitura de Torres.
Alguns vereadores fizeram perguntas para a representante da AREMA. A vereadora Lú (PT) afirmou estar sensibilizada com a situação dos catadores de lixo da associação. Ela se comprometeu a continuar buscando a reativação do trabalho da associação, conforme disse, modelo utilizado em várias cidades do país e que deveria ser perseguida a sua reativação aqui.
O vereador Brocca (PP) perguntou para a representante da ARENA se ela sabia dos fatos denunciados por um ex-gerente que foi demitido da secretaria do Meio Ambiente há dois meses. Ela afirmou que somente sabia das denuncias por jornal, e que sabia, sim, de algumas coisas que lá aconteciam, mas que não sabia se seriam as mesmas reclamadas pelo ex-gerente.
Já o vereador George Rech (PTB) questionou o formato da divisão de recursos obtidos pelo trabalho da associação na Recivida e a distribuição dos mesmos aos trabalhadores e associados. Ele perguntou vários valores recebidos semanalmente pela associação e os valores distribuídos aos trabalhadores liderados por Carmem.
Betão da Cal (PPS) afirmou que pediria para o prefeito um posicionamento mais efetivo sobre o futuro da AREMA.
Finalmente o vereador José Ivan Pereira (PMDB) lembrou que a RECIVIDA e a AREMA foi criada pela vitória da municipalidade em desativar o Lixão de Torres. Disse que o trabalho foi um avanço na qualidade de vida e no trabalho dos recicladores da rema e que a mesma deveria lembrar-s disto. Ele perguntou para Carmem se a AREMA poderia sobreviver somente com a manipulação, separação e venda do lixo oriundo da Coleta Seletiva de Torres. Carmem respondeu que, do jeito que está sendo feita hoje, não seria viável, mas que se disponibilizaria no sentido de criar uma alternativa para isto.
Nova licença poderá liberar a operação do lixo seletivo
A prefeitura espera mais uma licença provisória da FEPAM para poder voltar a atuar normalmente a RECIVIDA, mas somente com o lixo seco. O lixo bruto será separado por outro processo, provavelmente terceirizado, pois na usina as leis ambientais não mais permitem isto antes da municipalidade impermeabilizar boa parte dos locais onde seriam manipuladas as cargas de lixo bruto.
Quanto ao contrato com a AREMA, parece que se trata de colocar os serviços disponíveis para serem executados perante a aceitação ou não da associação. Isto deverá ocorrer nas próximas semanas.
A Recivida pertencente ao município de Torres que foi criada para ser uma usina de Lixo completa no último governo municipal antes do atual, em 2004, mas que acabou sendo aproveitada por estes quatro anos somente para reciclar o lixo, após a municipalidade aposentar o chamado lixão, no Campo Bonito e passar a reciclar e reaproveitar o lixo seco para usufruto da associação e encaminhar o lixo orgânico para Içara, em Santa Catarina.
A licença ambiental da érea venceu e a FEPAMN não renovou a mesma, alegando várias benfeitorias necessárias para a reativação do local para operar o lixo bruto e seco. Isto obrigou que a municipalidade suspendesse as operaçíµes, deixando para a empresa terceirizada atual, além da já anteriormente contratada tarefa de levar o lixo orgânico para Içara, a tarefa adicional de separar o lixo seco contido na coleta bruta da cidade.


