Sobre incêndio e regulação fundiária no Parque Itapeva

16 de dezembro de 2014

 

 

Na semana passada, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros e Comando Ambiental da Brigada Militar deram por controladoum incêndio que atingiu 5% da área do Parque Estadual de Itapeva, próximo a Torres. Eles conseguiram conter o incêndio que se alastrava em um local onde se encontram as chamadas "tiriricas, plantas que se proliferam em banhados do ecossistema.

Segundo os técnicos dos três órgãos, o fogo foi totalmente apagado na madrugada de terça para quarta-feira (10). A Sema informou em seu site,   que o incêndio afetou 50 hectares de áreas úmidas, de um total de 1 mil hectares do parque.   A nota da entidade – que é responsável pela gestão da área localizada em Torres – afirma que há indí­cios de que o fogo tenha sido iniciado a partir de queima indevida de lixo no entorno do parque.

 

 Sema regulariza mais 16,6 HA da área, que chega a 13%

 

 A mesma Secretaria Estadual do Meio Ambiente do RS (Sema) informa em sua página da web que o Parque Estadual de Itapeva formalizou, no dia 2 de dezembro, mais um importante passo rumo í  regularização fundiária total da importante Unidade de Conservação do Estado. Por meio de medidas compensatórias (no valor total de R$ 438.610,00), foram regularizadas mais 16,1 hectares de terras. Os recursos são contrapartidas a empreendimentos licenciados í  Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) e Transmissora Sul Litorânea SA – TSLE.

Inserido no Bioma Mata Atlântica,  o parque Itapeva conta com uma área total de 1 mil hectares, sendo que, agora, 13% da região têm regularização fundiária efetivada. O parque tem entre seus principais objetivos proteger ecossistemas e espécies da fauna e flora raras e ou ameaçados, e promover atividades de pesquisa cientí­fica, educação ambiental e turismo ecológico.  Abriga ambientes de dunas, vegetação de restinga, campos secos e alagados, banhados e turfeiras e Mata Paludosa (floresta formada sobre solos bastante úmidos).

Infelizmente o processo de implantação da área é moroso. Iniciou em 2002, com um decreto do governo, aprovado pela AL do Estado e até hoje sequer tem o Plano de Uso Público realizado, o que dificulta o processo de socialização da reserva com o Turismo da cidade e com moradores do entorno da área decretada como Parque de Preservação.


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