Imagine a cara de um turista passante, vindo de Gramado que, digamos, resolva penetrar na Mais Bela. Depois de rodar uma hora e tanto, í procura do Pórtico de Entrada da Cidade, pergunta onde fica a Estação Rodoviária, como ponto de referência. Com a boa vontade de um paroquiano, consegue achar a intrafegável Travessa Piratini. Só uma quadra. Aquela que liga a passarela da Lagoa do Violão í José Bonifácio. Por que intrafegável? Porque sua pavimentação (?) sequer é carroçável. Conforme já esperneamos em várias A FOLHA anteriores, das quais o nosso Prefeito Empreendedor deve ter achado a maior graça, caso tenha lido, aquilo ali é um escárnio. Só para confirmar, escárnio está no Aurélio como zombaria…menosprezo…desprezo…desdém. Trata-se de sobras de restolhos de explosão de pedreira. Ainda por cima, mal colocadas (50 anos?), e, que se saiba, jamais cuidadas. Tá certo, vamos enterrar canos nas periferias, com vistosas fotos no sofisticado Torres Tele News, mas, e o coração da cidade? E as outras vias calçadas com as mesmas pedras, sem qualquer vestígio de manutenção. E os alagamentos pluviais?. E o Enclave, completamente esquecido, chamado Bairro Predial? Parece ser a cacunda (desculpem, bunda?) da cidade, depósito de lixo em expansão. E o acesso inqualificável í Ponte Cambota?. E a promiscuidade dos Pescadores/Turistas com a pestana do Mampituba, extinguindo os últimos verdes da barranca, com os carríµes sobre a vegetação? E as bicicletas, soltas das patas, a rodar sobre os passeios, privativos dos pedestres?. E o Heliporto para Helicópteros na área urbana, como segurança, devido í longa distância do aeroporto?. íšltima interrogação. Diante de tantas omissíµes, cabe espaço para sonhar com uma futura Guarda Municipal?
PAIXíƒO SOFRIDA
O Professor Mira y López, nos Quatro Gigantes da Alma, faz a mais explícita analise do amor que se conhece. Com destaque para sua doença (dele amor), a Paixão. Valendo para as relaçíµes interativas entre pessoas, coisas e animais. Assim foi que, apaixonados por Torres, na troca dos séculos, era setembro e aconteceu. Viramos a mesa, chutamos o balde, juntamos os poucos móveis que tínhamos, mais restos de fubá e mantimentos. Tudo num caminhão baú médio, chovia. Aportamos í s margens do Mampituba e, acreditem, num edifício cor de chocolate, chamado A Torre, batizado em francês, bem ao gosto dos nativos sul-americanos, como La Tour. Da ponte, só os pilares musguentos. Era a fase do deslumbramento, com a fama da Mais Bela. Aos poucos (10 anos) evoluímos para a fase do pensamento, aquela encruzilhada onde a metafísica cede í razão pura da lógica. Percebemos que morávamos em Torres e sofríamos o Passo de Torres, devido í posição geográfica do apartamento no 11 ° andar.
São 10 anos de interrogaçíµes e inércia. Naquele saudoso 13 de abril de 2007, data da inauguração da ponte RS/SC, observada da janela, chegamos a pensar em cruzar o rio. Falou mais forte a paixão, sofrida e vivida. Continuamos aqui na Torre, atentos esperando…


