Torres discute polí­ticas para moradores de rua

12 de outubro de 2014

 Moradores de rua em fevereiro  – FOTO DE ARQUIVO A FOLHA  

 

 

Com ASCOM – Prefeitura

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Diversas autoridades de Torres, juntamente com representantes da sociedade civil e de algumas entidades, estiveram presentes em reunião que tratou sobre população de rua, no Centro Municipal de Cultura, nesta terça-feira, 7. O intuito da reunião, realizada pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, é planejar soluçíµes para os moradores de rua, que tem se espalhado por praças da cidade. De acordo com a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Gisliane Nascimento, a presença de autoridades e representantes de entidades se faz importante para ampliar o debate e buscar uma solução conjunta para a questão.

Muitas ideias foram propostas e  debatidas, visto que estavam presentes vereadores, policiais militares e civil, psicólogas, assistentes sociais, enfermeiras e também alguns secretários municipais. O estudo dos casos é importante para que haja alguma solução, pois está se tornando um problema cada vez mais sério, declarou o Tenente Brum, do Batalhão da Brigada Militar de Torres.

 

Abrigo seria uma possibilidade

 

O primeiro passo deverá ser um mapeamento da população em situação de rua. í‰ preciso identificar cada um, saber a cidade natal, ver os antecedentes criminais, procurar a famí­lia. Após isso, outras soluçíµes serão procuradas. Discute-se, inclusive, a instalação de um abrigo para estas pessoas, buscando a reinserção delas na sociedade e também mecanismos de prevenção, para que menos pessoas acabem nas ruas.

Estou contente em ver que estão tentando resolver este problema. Estamos todos juntos nessa caminhada. Não podemos cruzar os braços, é preciso incentivar a ressocialização dessas pessoas, contando com o apoio da sociedade civil também, frisou a vereadora Lu Fippian.

O Tenente Brum ainda ressaltou a importância de diferenciar o morador de rua do delinquente de rua. "O primeiro é aquele que está nas ruas alheio í  sua vontade e acaba não tendo a oportunidade de ser inserido novamente na sociedade. O segundo caso é quem está na rua, í s vezes por opção, e acaba cometendo alguns crimes para se manter ou manter seus ví­cios nos álcool e nas drogas. Nas ruas, é difí­cil saber quem é quem, por isso um estudo se faz fundamental".

A Brigada Militar foi colocada   í  disposição para todos pelo tenente, assim como o fez o Inspetor Bock, da Polí­cia Civil. Quem tiver alguma ocorrência para registrar pode se dirigir í s delegacias tanto da Polí­cia Civil, quanto da Brigada Militar. Qualquer atendimento pode ser feito através do número 190.

 

 

Há Poucos abrigos para moradores de rua no Brasil

 

          Dos mais de 5.500 municí­pios brasileiros, somente 5,2% (menos de 300 cidades) possuí­am, em 2009, abrigos destinados a moradores de rua. í‰ o que revela o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí­stica) no suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informaçíµes Básicas Municipais, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate í  Fome. Os dados são referentes ao ano de 2009 e foram divulgados em 2010 pelo instituto (última atualização encontrada por A FOLHA).

          O IBGE classifica como abrigo os lugares em que há oferta de moradia e alimentação aos usuários. A situação mais grave ocorre na região Norte, onde menos de 1% dos municí­pios ofereciam serviço de abrigo a pessoas em situação de rua. O percentual também era inferior a 1% nos municí­pios brasileiros com população de até 50 mil habitantes.

 

 

 

 


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