Novas denúncias contra tatuador preso por estupro em Torres surgem em quatro cidades

Pelo menos cinco mulheres procuraram a Polícia Civil após a prisão do investigado, denunciando estupro, importunação sexual e violência psicológica

13 de agosto de 2026

Novas denúncias surgiram após a prisão do tatuador de 47 anos investigado pelo estupro de uma mulher em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Ele foi preso no dia 30 de julho em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Desde então, pelo menos cinco mulheres que afirmam ter sido vítimas do homem procuraram oficialmente a Polícia Civil, segundo informações da autoridade policial. Foram dois novos registros em Torres, um na Serra Gaúcha e outros dois na Região Metropolitana da Capital.

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Em Torres, há um inquérito instaurado para apurar um possível crime sexual, ainda não confirmado, cuja apuração depende da investigação em andamento. Outro caso no município envolve uma denúncia de importunação sexual, também com inquérito em andamento.

Em Bento Gonçalves, foram instaurados inquéritos para investigar relatos de violência psicológica. Já em Porto Alegre, há um registro de estupro que ainda está sob análise da Polícia Civil e, até o momento, não resultou na instauração de inquérito.

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A ocorrência registrada em Novo Hamburgo refere-se a um estupro que teria ocorrido há 29 anos, quando o homem residia no município da Região Metropolitana. O fato foi registrado, mas o crime já está prescrito.

Segundo a Polícia Civil, o homem possui diversos antecedentes registrados desde 2014. Entre eles, estão três ocorrências por lesão corporal, uma por vias de fato, três por ameaça, duas por perseguição, duas por violência psicológica, uma por dano e quatro por descumprimento de medidas protetivas.

 

Mobilização nas redes

O caso ganhou grande repercussão após a criação de uma página nas redes sociais com o objetivo de reunir relatos de mulheres que afirmam ter sido vítimas do investigado. A iniciativa partiu da irmã do acusado, que afirmou ter reconhecido comportamentos do irmão ao ler, nas redes sociais, o relato de uma professora sobre o relacionamento que manteve com ele em Torres.

“Foi como se eu estivesse lendo uma história que eu já conhecia. Naquele momento, percebi que não podia mais ficar calada”, afirmou a mulher em entrevista.

Antes da repercussão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) já atuava havia mais de um ano no caso, que envolve acusações de ameaça, perseguição, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas. O homem já foi denunciado três vezes pelo órgão por crimes cometidos contra uma mesma vítima.

Segundo os autos, a vítima apresentou um relato considerado detalhado e coerente sobre as violências sofridas. Entre os fatos investigados está a suspeita de que ela tenha sido obrigada a manter relação sexual sem consentimento, além de ter sido ameaçada, agredida e filmada contra a própria vontade.

 

O que diz o investigado

A defesa do investigado é procurada para se manifestar sobre o caso. O espaço permanece aberto para eventual manifestação. Antes de ser preso, o acusado publicou uma nota no Instagram em que negou parte das acusações e afirmou que apresentará sua defesa no decorrer das investigações. Ele disse que as informações serão esclarecidas perante as autoridades competentes e criticou a divulgação de relatos que, segundo ele, estariam distorcidos ou fora de contexto.

 

Confira, na íntegra, a nota publica do acusado (via Instagram):

“Depois de alguns dias de silêncio e profunda reflexão, decidi fazer este que será meu único pronunciamento sobre os acontecimentos recentes.

Os fatos que vieram a público são extremamente sérios e serão tratados com responsabilidade, respeito e compromisso com a verdade. Não transformarei esta situação em uma disputa nas redes sociais, nem farei acusações ou julgamentos por meio de manifestações públicas.

Reconheço que existem acontecimentos que precisam ser enfrentados com seriedade. Ao mesmo tempo, muitas informações que passaram a circular não correspondem à realidade, apresentam distorções ou foram retiradas de contexto. Tudo será esclarecido perante as autoridades competentes, com a apresentação das provas necessárias.

Esclareço também que não sou foragido da Justiça, não estou me ocultando e permaneço integralmente à disposição das autoridades.

Faço um pedido especial de respeito à minha família. Minha mãe, minha irmã, meus filhos — entre eles um menor de idade — e meus demais familiares não têm qualquer responsabilidade pelos fatos e, ainda assim, foram expostos a ataques e situações que lhes causaram sofrimento. Nenhuma busca por justiça deve atingir pessoas inocentes.

Como qualquer pessoa, cometi acertos e erros. Tenho consciência de que escolhas do passado devem ser encaradas com responsabilidade. Mas acredito que ninguém deve ser definido apenas pelos seus momentos mais difíceis, sem que toda a sua trajetória também seja considerada.

Agradeço profundamente o apoio, o carinho e a confiança que tenho recebido de familiares, amigos, clientes e de tantas pessoas que conhecem minha história.

Esta será minha única manifestação pública sobre o assunto. A partir de agora, exercerei meu direito de defesa exclusivamente pelos meios legais, com respeito a todos os envolvidos e confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos.”

 

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Publicado em: Policial






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