Projeto de lei torna Lobo–Marinho animal símbolo de turismo ambiental em Torres

PL do vereador Zé Milanez torna dia 20 de agosto como dia municipal do Lobo-Marinho. Objetivo é incorporar o tema na cultura local e nos diferenciais turísticos de Torres

Foto: Wagner Machado
1 de julho de 2026

Na sessão da Câmara de Torres do dia 22 de junho, foi aprovado por unanimidade o Substitutivo ao projeto de Lei 049/2026, de autoria do vereador José Milanez (PL), que afinal institui no calendário oficial de Torres o Dia dos Lobos-Marinhos. Conforme o texto, o objetivo do autor é de promover a conscientização sobre a importância de preservação das diversas espécies presentes no litoral gaúcho, dentre outros objetivos mais específicos que sugerem a promoção do tema dentro da sociedade.

A lei sugere que, na data  de 20 de agosto a municipalidade possa promover, em parceria com instituições ambientais, educacionais e turísticas, palestras, campanhas, exposições – e até atividades esportivas, culturais e educativas alusivas a este marcante pinípede, que se abriga na Ilha dos Lobos.

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“A escolha do dia 20 de agosto está associada ao período de maior ocorrência de lobos-marinhos e outros pinípedes (grupo de mamíferos marinhos como lobos-marinhos, leões-marinhos e focas) na região, coincidindo com o inverno e primavera, quando há maior frequência de registros da espécie, o que favorece o planejamento de campanhas e atividades sugeridas” diz o texto.

 

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Defesa do projeto pelo ICMBio Revis Ilha dos Lobos

Juliano Rodrigues, do ICMBio Revis Ilha dos Lobos

 

 

Na mesma sessão, esteve na tribuna popular da Câmara um representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodivesidade (ICMBio) – que gere o Refúgio de Vida Animal da Ilha dos Lobos (Revis Ilha dos Lobos). Juliano Rodrigues de Oliveira defendeu a ideia do vereador e comemorou também o convite do mesmo parlamentar, para que o Revis Ilha dos Lobos auxiliasse o seu gabinete a elaborar o texto – através de instruções técnicas referentes a defesa e preservação dos Lobo-Marinho (e outras espécies de pinípedes) que utilizam a Ilha dos Lobos como “recanto” de descanso e sobrevida.

O profissional do ICMBio também aproveitou e sugeriu que o Lobo-Marinho possa ser utilizado como parte da cultura educacional local, uma espécie de símbolo da preservação. Para ele, além de aumentar a atenção sobre a importância  dos cuidados ambientais junto a Ilha dos Lobos, a iniciativa auxiliaria na divulgação do turismo de Torres. Lembrando que, recentemente, o ICMBio anunciou novas permissões no plano de uso público da Ilha dos Lobos – que pode receber desportistas de caiaque e Stand Up Paddle, além de haver barcos de passeio habilitados para visitas – desde que cumprindo normas em respeito ao Refúgio da Vida Silvestre, patrimônio natural que é a Ilha dos Lobos. Juliano lembrou, ainda, que a Ilha faz parte também do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, um projeto turístico-ambiental reconhecido pela Unesco, que valoriza o corredor geológico que inicia na Ilha dos Lobos (em Torres) e que vai até os Cânions da região de Praia Grande (SC) e Cambará do Sul (RS).

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Publicado em: Política






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