A Torrescar – empresa responsável pelo transporte coletivo urbano de Torres – informou nesta semana que respondeu oficialmente à notificação emitida pela Prefeitura, comunicando que não retomará os horários reduzidos das linhas de ônibus enquanto não houver uma solução para o desequilíbrio financeiro do contrato.
A empresa havia sido notificada pelo Município de Torres em 17 de junho e recebeu prazo de dez dias úteis para restabelecer integralmente as linhas e horários do transporte coletivo. Segundo disse (em matéria para a Rádio Maristela) a diretora da concessionária, Renata Dimer, a resposta foi protocolada dentro do prazo e mantém a posição já defendida pela empresa nos últimos anos.
“Já respondemos à notificação informando que não vamos voltar. Sem nenhuma contrapartida, sem nenhuma alteração da tarifa ou outra medida que reequilibre o contrato, não há condições de retomar a operação integral”, afirmou Renata. Além de comunicar que não atenderá à determinação da Prefeitura nas atuais condições, a empresa voltou a solicitar a revisão da tarifa do transporte coletivo.
Conforme Renata, o pedido de reequilíbrio econômico-financeiro já havia sido protocolado diversas vezes ao longo de 2025 e foi novamente encaminhado ao Município junto com a resposta à notificação. “Nós reiteramos o pedido de aumento da tarifa. No ano passado protocolamos esse pedido em três momentos diferentes e agora fizemos novamente para ver qual será o encaminhamento”, explicou (em reportagem para a Rádio Maristela).
Segundo a direção da empresa, o valor atualmente cobrado dos usuários continua insuficiente para cobrir os custos da operação. A concessionária sustenta que a tarifa de R$ 5 está abaixo da chamada tarifa técnica, estimada em aproximadamente R$ 7,95 – conforme estudo elaborado pela Fundação Universidade-Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec).
A resposta da Torrescar mantém o impasse entre a empresa e a administração municipal. Enquanto a Prefeitura exige o cumprimento integral do contrato e o restabelecimento dos horários, a concessionária afirma (já faz anos) que não há viabilidade financeira para ampliar a operação sem revisão tarifária ou algum modelo de compensação, como subsídio público.







