A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira (06/02), o nono boletim do programa Balneabilidade temporada 2025/2026.
Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 2026 nos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul. Todas as praias do litoral Norte gaúcho seguem próprias para banho, sendo a Lagoa do Peixoto (em Osório) o único ponto impróprio da região.
Conforme os resultados do Boletim 9, são cinco os pontos impróprios para banho no RS. Em comparação ao oitavo boletim, o Balneário do Rio Camaquã, em Cristal, deixou a lista, enquanto dois locais em Pelotas e um em Santa Maria voltaram a apresentar condições adversas aos banhistas.
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2.000 para E.coli, o ponto será classificado como impróprio.
. A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.
Confira o boletim completo clicando aqui.
Pontos impróprios para banho no RS (Boletim 9)
1 – Osório — Lagoa do Peixoto
2 – Pelotas — Valverde – Trapiche
3 – Pelotas — Valverde – Av. Sen. Joaquim A. Assumpção
4 – Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini
5 – Santa Maria — Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí
Duas lagoas com alto índice de cianobactérias
Dentre os pontos impróprios, os localizados em Osório (Lagoa do Peixoto) e Pelotas (Valverde) apresentaram alto índice de cianobactérias (242.338 células/ml na Lagoa do Peixoto; e 51.000 células/ml em cada um dos pontos em Pelotas — o limite é 50.000), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além dos locais estarem impróprios para banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Aphanocapsa sp., Raphidiopsis sp. e Aphanizomenon sp. em Osório; e Microcystis sp. em Pelotas) são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.
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