Aprender brincando pode parecer apenas uma forma descontraída de ocupar o tempo das crianças, mas é, na verdade, uma das maneiras mais eficazes de desenvolver novas habilidades, especialmente quando se trata de um segundo idioma. Na infância, o aprendizado acontece de forma espontânea, por meio da curiosidade, da repetição e da interação com o mundo ao redor.
É nesse contexto que o ensino de inglês ganha um novo significado, já que, por meio da brincadeira, ele passa a ser vivenciado de forma natural, leve e integrado ao universo infantil. Essa é a proposta adotada pelo Senac Torres, onde as aulas são estruturadas para transformar o aprendizado em uma experiência prática e envolvente.
“Brincar é a linguagem natural da infância. Quando a criança joga ou imagina, ela conecta o aprendizado à realidade dela de um jeito leve”, afirma a docente de idiomas do Senac Torres, Denise de Azeredo Moreira. “Nessa fase, o cérebro das crianças está altamente flexível para novos estímulos. Elas absorvem o idioma através da repetição, da convivência e do lúdico de forma muito espontânea”, completa.
Durante as aulas, são utilizados jogos educativos, músicas, tecnologias interativas e, principalmente, projetos criativos. “Eles são os pilares do aprendizado afetivo. As músicas trabalham o ritmo, a pronúncia e a memorização de forma leve. Os jogos trazem o elemento da participação e do raciocínio rápido, fazendo o inglês fluir de maneira espontânea. Já as histórias expandem o vocabulário e a imaginação”, explica.
Além do aprendizado do idioma, as crianças também desenvolvem outras habilidades durante as aulas, como comunicação ativa, criatividade, raciocínio lógico, foco e trabalho em equipe. “É um processo que constrói autonomia, autoconfiança e, acima de tudo, o respeito e a curiosidade por outras culturas”, afirma Denise.
Mas a prática do inglês também deve ser estimulada no dia a dia e não apenas dentro de sala de aula. A docente explica que não é necessário que os pais saibam o idioma. O importante é que esse contato com o idioma seja incluído na rotina de uma forma natural. “Vale ouvir músicas juntos, colocar desenhos e filmes com o áudio em inglês, explorar jogos educativos ou ler historinhas. Incentivar o uso de palavras e expressões simples do cotidiano, de forma divertida, já faz uma diferença enorme”, indica.
Para a docente, aprender inglês na infância deve ser uma experiência leve e prazerosa. “O conhecimento floresce onde existe entusiasmo e conexão emocional. Quando usamos jogos, músicas e histórias, quebramos aquela barreira da obrigação e criamos um ambiente seguro”, destaca. Ao aprender sem pressão, a criança desenvolve uma relação positiva com o idioma e, mais do que dominar uma nova língua, passa a enxergar o aprendizado como algo natural, prazeroso e que será levado para toda a vida.
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