SOCORRO ! UMA CANOA…

4 de junho de 2010

                                Barco lançado í s intempéries na primeira metade do século passado, vem fazendo água, por mais que se esforce para enturmar na cumplicidade deste Teclado. Há um persistente desconforto na assimilação do englobanento, nos termos e na extensão a que se chegou. Tá certo. Não tem faltado boa vontade e esforços. Chegamos a fazer o curso rápido de Informática para a Melhor Idade, no SENAC. Ganhamos até prêmio…   de frequencia, nenhuma falta! Aos poucos, nossas mal traçadas linhas parece que vêm descambando para um ranço de implicância. O sinal está nas ironias do humor lacérdico, compulsivamente aplicado ao convulsionado planeta Hospí­cio-Circo. Antiga Terra. Daí­ surge mais uma das nossas Teorias Prosaicas, a Teoria da Disponibilidade. Avassaladora,   na medida em que o mundo despencou na banguela, galáxia abaixo (acima?). Vamos explicar.  

                      A partir da velha Grécia, passando por Roma, uma cláusula pétrea das constituiçíµes vem se perpetuando, com a força de um aforismo. Todo poder emana do povo, e em seu nome será exercido. Não é mais assim. Justo num universo social colonizado, do tipo reciplendário, como tem sido Pindorama através dos séculos: O poder (eficaz, sob a forma de domí­nio) vem sendo exercido, cada vez mais concentrado,   por entidades que oferecem, maior ou menor disponibilidade. Nos cérebros mais atilados, uma luz amarela começa a piscar. EUA… EUA! Mas eles não estão sozinhos. Entidade e Disponibilidade devem ser entendidas no seu sentido mais amplo possí­vel. Têm significado desde o Circo do Mercado-de-Capitais, totalmente fora de qualquer controle; até ao Hospí­cio de Estados tidos e havidos como Paradigmas da Democracia, em franca expansão, ao subjugarem outros povos manu-militari.

 

VASOS VAZANTES

   

                      A Globalização,   ainda em curso, extrapolou todos os conceitos de vasos comunicantes. Na verdade foram incontáveis Itaipus que abriram simultaneamente suas comportas a pleno, sem avaliar, e nenhuma capacidade de monitorar, as consequências rios abaixo. Para o Bem e para o Mal. O chuvisco levantado envolve pessoas, animais e coisas. Da palavra coisas podemos pinçar fatos sub-reptí­cios, solertes e danosos. Na verdade, vistosos peixes podres, vendidos em vitrines doiradas. Estes elaborados prolegí´menos pretendem nos conduzir í  mais recente onda de dominação, para não dizer colonização, propiciada pela requintada mí­dia que inunda principalmente nossa TV. Aberta e paga. Estamos falando das indefectí­veis Séries Americanas. Apareceram nas paginas   da revista VEJA, a partir do segundo semestre do ano passado. Quase como notas de rodapé. Nos dois últimos números, já superaram os assuntos internos. No trato crí­tico de porcarias aleatórias e alienantes do tipo Lost…Glee…CSI: Las Vegas… Bones…Grey™s Anatomy…Fringe. Em episódios da Lost (Perdidos), colocaram um guri do Brazil…  

                      Fecho entre aspas, assinado pelo articulista Bruno Meier, na página de TV da última revista VEJA   (02/06/10): Antes relegadas a horários mortos, hoje as séries   americanas ocupam o concorrido   horário nobre de três grandes emissoras. Domí­nio colonizador, via disponibilidade. Certo?

 

 grlacerd@terra.com.br



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