O PAPEL DO PAI NA VIDA DA CRIANí‡A

22 de julho de 2010

Na sociedade ocidental industrializada, com a entrada da mulher no mundo do trabalho e sua consequente emancipação, alterou a composição e funcionamento das famí­lias,  bem como o papel do PAI,  que até então centrava se no modelo patriarcal que se manifestava no controlo e na autoridade dentro da famí­lia e reservava í  mãe a gestão e o trabalho doméstico,  bem como o tratamento e educação das crianças, atividades consideradas inferiores. Atualmente, com as mudanças sociais e consequente reconfiguração familiar, os novos pais, além de começarem a partilhar as tarefas domésticas,  também assumiram um outro papel em relação aos filhos: trocam as fraldas, dão-lhes banho, passeiam e brincam com os filhos, etc. Mais tarde tornam-se amigos dos filhos e muitas vezes, seus confidentes.  

 Estudos confirmam que a forma como o pai pega no bebê, o modo como brinca e interage com eles, distinguem-se dos da mãe,  e isso contribui para o desenvolvimento psicológico da criança. Estes estudos também revelam que dentre as inúmeras necessidades humanas, as de afeto e segurança têm prioridade. Quando elas são satisfeitas, possibilitam o crescimento saudável do ser humano. Se, pelo contrário, houver frustraçíµes, haverá desajustes significativos.  

 A criança necessita de amor e os Pais estão preparados para dar isso a elas. O papel do Pai nos primeiros três meses é indireto, porém muito importante para que a mãe proporcione segurança ao bebê. Durante as primeiras semanas, quando a mãe e o bebê estão lutando para se conhecer, para se adaptarem um ao outro, a atitude do pai pode ser de grande ajuda. Como? Dando suporte emocional para as ansiedades da mãe ao enfrentar uma situação difí­cil que é adaptar-se ao seu novo papel, o de Mãe, ajudando-a a ver as coisas com mais clareza e participar dos cuidados do bebê que, ao princí­pio são constantes e desgastantes para a mãe.  

 Pode-se dizer que o pai que ama os filhos não é somente aquele que manda, mas aquele de quem a criança tem orgulho e com quem quer se parecer. Essa admiração é o elemento de masculinidade que o pai transmite. Estar com o pai significará não somente poder separar-se da mãe, mas também encontrar uma fonte de identificação masculina, imprescindí­vel tanto para a menina quanto para o menino.  

 Ser Pai não é duplicar a figura da mãe, mas acrescentar uma nova dimensão í  vida da criança já que os filhos que desfrutam da presença de um pai ativo demonstram um melhor desenvolvimento emocional e cognitivo.


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