No mesmo momento que o Brasil e os Estados da nação estão passando por um período que vai escolher seus governantes no pleito que se aproxima, institutos mundiais e nacionais estampam nas páginas de seus relatórios posiçíµes vexatórias do país referente í capacidade instalada do esgotamento sanitário e da qualidade da Educação na nação, fora o verdadeiro estado de guerra que a Segurança Pública nos coloca diariamente, junto com as pífias posiçíµes atuais e as projeçíµes de governantes para estancar a criminalidade e guardar os verdadeiros criminosos em presídios seguros. í‰ neste momento que nós, contribuintes, que pagamos com 40% de nosso trabalho as contas gastas diariamente pelos homens públicos através de impostos, na maioria enrustidos nos preços dos produtos e serviços que consumimos diariamente para sobrevivência, devemos cobrar dos atuais candidatos medidas básicas nestas áreas, ao invés de deixar que eles prometam mundos e fundos para nossa população, principalmente a mais pobre.
Não é admissível que o Brasil tenha quase 40 milhíµes de pessoas nas áreas urbanas que vivem em locais que não possuem tratamento de esgoto. Não é admissível que os alunos do Brasil vejam na nota 4 ou 5 uma nota boa referente ao passado e á média de muitas cidades, que não passam de 3,5, quando no mundo uma nota razoável é de 7. Não é admissível que não tenhamos uma política de segurança pública organizada e com medidores de eficiência confiáveis, quando exemplos no mundo estampam projetos eficazes, desde que se tenham objetivos traçados e a sociedade como um todo os busque e os cobre dos líderes políticos e comunitários.
Não adianta candidatos prometerem bolsas de auxílio aos pobres quando os mesmos vivem em favelas, muitas delas sem água e a maioria sem esgoto. Não adianta candidatos prometerem salvar uma raça de sapinhos em extinção no mesmo Estado em que seres humanos estão adoecendo por conta da contaminação das águas que bebem ou tomam contado diário. Não adianta candidatos prometerem uma reforma agrária para agricultores que se dizem sem terra, quando sequer temos uma política séria de fomento í agricultura e o agronegócio, um dos maiores potenciais de nossa nação perante o mercado mundial. Não adianta candidatos falarem em defesa do meio ambiente sem sequer ter uma política pública de racionalização de energia e utilização de combustíveis alternativos, pelo menos na frota de veículos públicos e dos fornecedores de serviços do sistema público local.
Por mais que administrar um país como o Brasil, de extensíµes continentais e com um povo oriundo de várias culturas sociais seja difícil, a máxima de priorizar o prioritário deveria ser o horizonte das políticas publicas nacionais. Por mais que seja difícil transformar um Estado da ação em um lugar diferente para morar, que orgulhe seus moradores, em um país com leis centralizadas como o nosso, fazer o tema de casa, independentemente da situação dos Estados vizinhos, deveria ser prioridade absoluta nos planos de governo propostos pelos candidatos aos postos máximos nas federaçíµes nacionais.
A política parece que está jogada í lama pelos cidadãos justamente por isto. í‰ difícil ver homens de terno e gravata falando em implantar no Brasil sistema que funcionam em países altamente desenvolvidos como a Suécia, Suíça, Inglaterra, dentre outros, países estes que estampam í olho nu, altos níveis de desenvolvimento econí´mico e social, quando na janela de casas de nossas vilas vemos somente um córrego de esgoto í céu aberto, rodeado por gangues de traficantes, tendo muitas famílias de terem que sair diariamente para buscar um salário mínimo para suas famílias, quando os engravatados votam salários milionários para eles mesmos. Como se irá confiar na política desta forma?
Saneamento básico, moradias pagáveis por pobres, Educação competente, Saúde funcional e segurança pública razoável, são temas de casa básicos que os governantes deveriam coloca muito í frente de suas metas. Após atingirmos níveis publicáveis destes temas, aí sim poderíamos voltar a brincar de sermos um país rico.


