Depois de um 2024 com explosão de casos e redução considerável em 2025, o Rio Grande do Sul tem registrado mais uma queda nos casos de dengue em 2026. Nas primeiras 10 semanas do ano, foram 311 confirmações. O número é 10 vezes menor do que no mesmo período no ano anterior, quando foram 3 mil confirmações, de acordo com painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde (SES).
Esse é o menor número de casos de dengue registrados no RS nas primeiras semanas do ano desde 2019 (quando apenas 64 pessoas foram infectadas).
Ainda conforme o Painel de Casos de Dengue do RS, no Litoral Norte do RS havia 17 casos confirmados da doença até esta segunda-feira (30/03). 10 destes casos foram registrados em Tramandaí, com outros 6 casos confirmados em Torres e 1 em Santo Antônio da Patrulha. Outros 29 casos estavam em investigação até a data.
O Painel atualizado de Casos da Dengue da SES RS pode ser conferido no link – https://ti.saude.rs.gov.br/dengue/painel_de_casos.html
Redução em relação aos últimos anos
A confirmação de casos de dengue no Litoral Norte em 2025 acende um alerta para que se tomem mais cuidados para a evitar a proliferação do Aedes Aegypti (mosquito vetor não só da dengue, mas também do Zika vírus e Chikungunya) e a disseminação da doença.
Mas apesar disso, a situação em 2026 se encontra muito mais branda do que a que figurou nos últimos 2 anos.
No ano de 2024, a região Litoral Norte teve confirmados 2138 casos de dengue – sendo 508 destes casos apenas em Torres – recorde histórico absoluto. Em 2024, Torres já tinha 131 casos positivos registrados até 12 de abril daquele ano.
Em 2025 a situação ficou menos crítica no Litoral Norte, mas no total ainda foram 505 casos confirmados na região (sendo 87 em Torres) – o que representa o 2° ano com maior número de casos de dengue na região. Ano passado no litoral Norte gaúcho eram 94 casos confirmados junto ao governo do RS até 23/04 – número consideravelmente maior que os 17 casos confirmados na região até agora em 2026.
Em 2026, a situação parece mais branda, mas não quer dizer que cuidados não são necessários: “Março e abril são os meses com maior transmissão, mas ainda não estamos observando isso. Seguimos acompanhando se de fato teremos um ano com poucos casos ou se é apenas um atraso na curva. Por isso, as ações devem continuar e a população deve continuar fazendo uso de repelente e eliminando criadouros. Quem tem acesso à vacina, deve receber a dose”, ressalta a bióloga do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Valeska Lagranha
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