Justiça homologa plano e declara encerrada recuperação judicial da Ulbra

Carlos Melke, presidente da Aelbra, a mantenedora da instituição, comemora decisão que coroa um trabalho de gestão nos últimos dois anos

11 de fevereiro de 2024

O juiz Alexandre Kosby Boeira, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Novo Hamburgo, homologou o Plano Modificativo de Recuperação Judicial da Aelbra, mantenedora da Ulbra, e declarou encerrada a recuperação judicial da instituição, iniciada em 2019. O plano modificativo havia sido aprovado pela ampla maioria dos credores no final do ano passado.

“Essa decisão judicial vem confirmar e coroar todo o nosso trabalho e empenho nesses dois anos à frente da instituição para salvarmos a Ulbra, que é um verdadeiro patrimônio da sociedade, não apenas gaúcha, mas também brasileira”, comemora o presidente da Aelbra, Carlos Melke. “Sempre afirmei que a Ulbra sairia mais potente da recuperação judicial do que entrou, e hoje isso é uma realidade. Fortalecemos a área de gestão com a criação das superintendências, melhoramos a infraestrutura de nossas unidades, reconquistamos a autonomia universitária, obtivemos a nota máxima na avaliação do MEC e estamos entre as 20 melhores universidades privadas do país, o que confirma a excelência do nosso ensino.”

O presidente da Aelbra explica que, com a decisão judicial que encerra a recuperação judicial, “teremos mais autonomia e tranquilidade para implementarmos todos os demais projetos que temos desenhado.”

A principal modificação no plano aprovado em dezembro passado foi a retirada do item que criou a UPI Umesa (Ulbra Medicina S.A.) e que previa a alienação do curso de Medicina por meio de leilão. Com isso, o curso de Medicina da Ulbra em Canoas, que existe há quase 30 anos, permanecerá com a Aelbra. A medida é um passo importante no projeto de reorganização da instituição, em busca da sustentabilidade e da viabilidade econômica.

Outra importante modificação diz respeito a um aumento da ordem de R$ 39 milhões nos valores destinados à classe 1 da recuperação judicial, a trabalhista. Do primeiro para o segundo plano, esse valor saltou de R$ 267 milhões para R$ 361 milhões. Agora, no plano homologado pela Justiça, foi aumentado para R$ 400 milhões.

Advogado que cuida da recuperação judicial da Ulbra, Thomas Dulac Müller explica que o juiz homologou o plano e encerrou a recuperação judicial “em razão de já estarem superados os dois anos que a lei prevê, que é o período chamado de supervisão e manutenção da recuperação judicial”. Dulac Müller define a decisão do magistrado como “a consolidação de tudo aquilo que construímos ao longo dos últimos três anos.  A instituição deixa de estar sob supervisão judicial e não mais depende de decisões e autorizações judiciais.”

Especialista em recuperações judiciais, Dulac Müller afirma que “a Ulbra é um caso de sucesso na recuperação judicial. São poucas as empresas que conseguem essas decisões de encerramento, especialmente na condição de saúde financeira em que a Ulbra vai se encontrar. É uma decisão que deve se refletir, de forma positiva, inclusive na hora dos estudantes em optar pela Ulbra para cursar uma graduação, pois escolherão uma instituição saudável financeiramente”, projeta.

 

 


Publicado em: Justiça






Veja Também





Links Patrocinados