Promotor natural de Torres palestra sobre legislação ambiental em seminário do MP

10 de junho de 2010

Júlio Almeida (e)  palestrou criticou mudanças no Código Florestal em
trâmite na Capital Federal e na AL do RS

   

O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), promotor de Justiça Júlio Almeida, foi o primeiro palestrante da tarde de trabalhos do segundo dia da 1 ª Semana Institucional do Meio Ambiente “ í‰tica e Solidariedade. Ele abordou o tema Legislação ambiental: alteraçíµes e perspectivas. O painelista foi apresentado pelo promotor de Gravataí­, Daniel Martini que afirmou sobre as imprtantes experiências de Almeida para atuar frente ao Caoma. Sua atuação está pautada em três pilares: democracia, inovação e defesa intransigente da ordem juridicoambiental, disse Martini.    

Inicialmente, Júlio Almeida fez breves consideraçíµes sobre as leis vigentes e os novos atos normativos na esfera ambiental. Temos uma legislação estável e moderna, que atende as necessidades, mas que, ao seu tempo, precisa ser adequada. Sobre a situação do meio ambiente no Brasil, o Promotor disse que temos que parar de nos vangloriarmos por termos reduzido em 30% o desmatamento e 5% as queimadas na Amazí´nia, quando os í­ndices ainda são alarmantes, frisou.    

O Coordenador do CAO do Meio Ambiente também fez crí­ticas í s propostas legislativas em andamento. Tramita no Congresso uma verdadeira destruição da polí­tica nacional do meio ambiente, alertou. Atualmente, cerca de 300 projetos de lei têm como alvo principal o Código Florestal Federal. Todos violadores dos preceitos da preservação ambiental e das florestas, apontou.  

Segundo Júlio Almeida, os referidos projetos afrontam o sistema jurí­dico vigente e violam parâmetros éticos e o princí­pio da solidariedade ambiental e intergerencial. Eles desfiguram a polí­tica nacional do meio ambiente e foram inspirados na perspectiva de redução da restrição í s atividades e proveitos econí´micos, em detrimento da devida consideração do conhecimento ecológico disponí­vel.  

 O Promotor frisou, ainda, que o PL 154/2009, que tramita na Assembléia Legislativa e pretende aprovar um novo código ambiental para o RS é inconstitucional. A norma infraconstitucional não pode se sobrepor í  Constituição Estadual, ressaltou. Júlio Almeida alertou sobre os riscos í  higidez da legislação ambiental frente aos ataques causados pelo projeto de lei.  


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